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    CPI da Amazonas Energia


    Após suspensão, Aleam aguarda retomada da CPI da AM Energia

    A Casa Legislativa entrou com recurso contra a liminar do TJAM, e o presidente Roberto Cidade (PV) se diz "confiante"

     

    | Foto: Divulgação


    Manaus (AM) - O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (PV) afirmou, nesta sexta-feira, que acredita que a decisão judicial de suspensão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Amazonas Energia será revogada, a partir da apreciação do recurso impetrado pelo Poder Legislativo.

    "

    Entramos hoje com recurso contestando o Mandado de Segurança concedido para a empresa e tenho certeza de que o Tribunal de Justiça do Amazonas irá rever essa decisão para que possamos prosseguir com essa CPI, que é um anseio de todo o povo do nosso Estado "

    , afirmou.

     

    Instaurada para investigar possíveis irregularidades nos serviços da Amazonas Energia, a CPI foi suspensa pelo Tribunal Superior de Justiça do Amazonas (TJAM), por meio de liminar, a pedido da concessionária. Em sua contestação, o Poder Legislativo pede a reapreciação urgente, pelo novo relator, da liminar dada no plantão judicial.

    O pedido

    O documento, assinado pelos procuradores da Aleam Robert Wagner de Oliveira, Vander Góes e Gerson Viana, defende que a criação da CPI preencheu todos os requisitos constitucionais, inclusive tendo um fato determinado. O recurso também explica que a CPI está devidamente regular para funcionamento imediato, e acrescenta que foi feito o aditamento do objeto da Comissão descrito no pedido anterior.

    O objeto foi ampliado para incluir na investigação fatos novos que não foram contemplados no primeiro pedido, notadamente o descumprimento das Leis estaduais 5.143/2020 e 5.145/2021, que proíbem cortes de energia durante a pandemia.

      O novo pedido mais abrangente substitui o primeiro, em relação ao qual foi impetrado o mandado de segurança, ficando prejudicada e análise da decisão feita do plantão judicial. A Aleam aguarda que o relator originário, ao receber a contestação, reaprecie a liminar dada em sede de plantão e a revogue, permitindo o prosseguimento da CPI, independentemente do prosseguimento do processo do mandado de segurança.  

    A CPI da Energia foi admitida pela Assembleia Legislativa, em plenário, no dia 1º. De setembro, quarta-feira da semana passada, a partir de uma proposta do deputado Sinésio Campos (PT) e com a assinatura de mais dez deputados. Na sessão do dia seguinte, foram apresentados os nomes dos cinco membros indicados pelos blocos parlamentares.

    O autor da propositura assumiu a presidência enquanto o deputado Carlos Bessa (PV), a relatoria. São membros da CPI ainda os deputados Dermilson Chagas (Sem partido), Fausto Júnior (MDB) e Cabo Maciel (PL).

    O objetivo é investigar possíveis irregularidades na geração e distribuição do serviço pela empresa Amazonas Energia, questionando o porquê dos constantes racionamentos, apagões e a falta de manutenção da rede elétrica que ocasiona transtornos aos consumidores do Amazonas.

    *Com informações da assessoria

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