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    TSE adia julgamento sobre eleições suplementares em Coari

    A discussão da matéria deve ser retomada no dia 1 de outubro. As novas eleições ocorrem por conta da cassação da candidatura do ex-prefeito Adail Filho, ainda em 2020

     

     

    A oposição à família Pinheiro em Coari segue esperando a decisão final sobre as eleições suplementares
    A oposição à família Pinheiro em Coari segue esperando a decisão final sobre as eleições suplementares | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - Nesta sexta-feira (24), o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o recurso apresentado por Adail Filho (PP) contra as novas eleições em Coari foi adiado para o dia 1 de outubro. A prefeitura do município, por enquanto, segue no comando de Dulce Menezes (MDB), tia do prefeito cassado. 

      Conforme a portaria 875/2020 do TSE, as datas para eleições suplementares já são pré-definidas e, no caso de Coari, as datas prováveis seriam 7 de novembro ou 5 de dezembro. Nos bastidores, a segunda data ganha força por dar mais tempo de preparo aos candidatos.  

    O recurso já havia sido analisado pelo TSE em abril e agora tramita na terceira instância do tribunal. O ministro Tarciso Vieira de Carvalho Neto, relator à época, manteve o parecer do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) que cassou a candidatura do ex-prefeito, Adail Pinheiro Filho (PP) ao negar o recurso.

    Atualmente, a relatoria do caso está nas mãos do ministro Carlos Horbach, e a defesa do ex-prefeito de Coari pretende derrubar a decisão anterior. Caso isso não ocorra e o pleno do TSE siga o parecer dado tanto pelo antigo relator, Adail ainda poderá recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Oposição

    Líder da Coligação Ficha Limpa em Coari, Robson Tiradentes Jr ficou em segundo lugar no pleito de 2020, com 8.754 votos, e terá nova chance de conseguir o cargo em breve. Isso porque o mandato de Adail Filho foi cassado pela Justiça e o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) ordenou a realização de eleições suplementares.

    "O que o povo de Coari precisa é de dignidade. A população do município não merece ser submetida a mais este ato vergonhoso protagonizado por este grupo", finalizou Tiradentes.

    O principal motivo pela cassação do mandato de Adail Filho, eleito com  21.716 votos no último pleito, segundo o TRE-AM, é o fato da cidade ser administrada pela terceira vez consecutiva por membros do mesmo núcleo familiar, o que é proibido pela Constituição Federal. A especialista em direito eleitoral Maria Benigno explica o cenário em Coari.

    "

    "A defesa de Adail Filho alega que houve a interrupção dessa hegemonia com a cassação e afastamento do pai no segundo mandato dele, quando o TSE reconheceu que ele era inelegível e determinou a cassação de seu registro e o segundo colocado na eleição de 2012 assumiu até o fim do mandato. O TRE afirmou que esse fato não elide o exercício do mandato e do poder "

    , disse.

     

    As eleições suplementares em Coari ainda não possuem data confirmada, porém, conforme a especialista, o pleito deve ser realizado de maneira quase igual ao seu formato original.

    "As eleições suplementares ocorrem tal e qual uma eleição normal, contudo alguns prazos são reduzidos, como prazo de campanha, prazo de registro, prazo para impugnação das candidaturas e outros. Porém, todas as etapas são idênticas e todas as exigências validas para uma eleição normal valem para uma suplementar", completou.

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