Fonte: OpenWeather

    Reforma


    Câmara deve adiar análise da reforma administrativa

    Com grande resistência da base governista e da oposição, Lira não quer arriscar colocar o texto em votação sem a garantia de que será aprovado

     

     

    | Foto: Divulgação

    Brasília - Apesar de ter sido aprovada na comissão especial, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2021 da reforma administrativa enfrenta dificuldades de apoio entre os 513 deputados. Nesta segunda-feira, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse em entrevista que a PEC ainda não entrará na pauta desta terça-feira (28).

      Segundo ele, o tema precisa ser “amadurecido” com os partidos. O parecer do deputado Arthur Maia (DEM-BA) foi aprovado por uma comissão especial na última quinta-feira (23). A aprovação no colegiado ocorreu depois de uma manobra articulada por Lira, que mudou oito deputados da comissão e garantiu votos a favor da proposta.  

    A troca ocorreu no dia anterior, em meio às tentativas de se retirar a matéria da pauta de votações. O placar de 31 votos favoráveis e 15 contrários só foi alcançado após os partidos governistas substituírem parlamentares que eram contra a proposta por outros, a favor.

    Parlamentares do PL, DEM, PSDB e Republicanos acabaram substituídos. O Novo, principal partido defensor da reforma e que tem apenas oito deputados na Câmara, ficou com sete representantes na comissão.

    Julgamento das urnas

    O fato de ser um ano pré-eleitoral também conta com um peso maior na decisão dos deputados de apoiar ou não a reforma. Deputados temem votar a favor e sofrer represálias nas urnas eletrônicas em 2022. Além da resistência na base do governo, oito partidos de oposição e de centro-esquerda anunciaram que fecharam questão contra a reforma. São eles: PT, PDT, PSB, PSOL, PCdo B, REDE, Solidariedade e PV.

      Essas legendas somam 154 deputados, número insuficiente para barrar as mudanças. A oposição avalia que incongruências no texto levarão os governistas a não apoiarem a reforma. Para derrubar o projeto em plenário, as siglas de esquerda calculam a necessidade de cerca de 60 parlamentares de outros partidos aderirem ao movimento contrário à PEC.  

    Durante as votações na comissão, entidades que representam os servidores públicos e deputados de oposição chegaram a fazer pressão levantando cartazes com o slogan: “Se votar, não volta”.

    *Com informações do Metrópoles

    Leia mais:

    Hang faz vídeo algemado e diz que é para "poupar dinheiro do Senado"

    Anistia Nacional lista violação de direitos no governo Bolsonaro

    Câmara derruba veto de Bolsonaro e proíbe despejos na pandemia

    Comentários