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    Câmara Municipal de Manaus


    Sassá nega homofobia após chamar Rodrigo Guedes de "mariquinha"

    Através de assessoria, o vereador disse que a intenção era criticar Guedes pela postura contrária à construção do "puxadinho" da Câmara

     

     

    O vereador Sassá (PT) defendeu-se de suposto termo homofóbico
    O vereador Sassá (PT) defendeu-se de suposto termo homofóbico | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - Em meio a discussões acaloradas na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Sassá da Construção Civil (PT) discursou, nesta semana, sobre o principal tema dos últimos meses: a construção do "puxadinho" da Casa Legislativa, estimado em R$ 32 milhões.  No entanto, o que chamou atenção nas palavras do parlamentar foi o uso do termo "mariquinha" ao criticar Rodrigo Guedes (PSC), principal opositor da obra.

    A discussão iniciou após uma fala do vereador Lissandro Breval (Avante), que comentou vídeo publicado nas redes sociais de Rodrigo Guedes, onde o parlamentar fazia analogia a políticos roubando da população, usando dois cachorros - o que foi entendido nas redes como uma crítica às recentes licitações da Casa. Logo após, Sassá discursou sobre o ocorrido e os ataques de Guedes ao "puxadinho". 

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    Eu sou o tipo de vereador que vou para a rua. Eu não sou vereador de gabinete. É muito fácil você falar mal do seu colega. Vai lá e mete o pé na rua. É muito fácil você falar mal do teu colega, mas eu considero isso um papel de mariquinha. Isso não é papel de vereador "

    , afirmou o parlamentar.

     

    Repercussão negativa

    No entanto, a palavra "mariquinha" é popularmente usada de forma pejorativa para classificar a orientação sexual de homossexuais. Em contato com a reportagem do EM TEMPO, a assessoria do vereador nega qualquer conotação pejorativa neste sentido e que, na verdade, o parlamentar quis dizer "fofoqueiro". 

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    A fala pra ele, foi na conotação de 'fofoqueiro'. Porque, pra ele, 'Mariquinha' é aquela pessoa que não faz nada, só fica falando da vida dos outros. Ele não tem o que falar a respeito, pois ele não falou com outra conotação. Não tem nem onde encaixar algo que não seja a respeito de pessoas que ficam mais preocupadas com o trabalho do outro do que em trabalhar "

    , disse via assessoria.

     

    O vereador Rodrigo Guedes afirmou que acredita que o vereador Sassá estava falando dele e do vereador Amom Mandel (sem partido) em retaliação pelo posicionamento dos parlamentares em relação às licitações - já suspensas -, do prédio anexo e de 41 picapes para uso do colegiado.

    “Nós contestamos as coisas internas da casa, fiscalizamos a própria CMM pra que ela melhore. Porém, não me sinto de nenhuma forma ofendido ou atingido por que devo satisfação única e exclusivamente à população de Manaus, eles sim precisam ver a CMM de uma maneira melhor do que tem sido”, afirmou. 

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