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    CPI


    "Não acabará em pizza", diz Omar Aziz sobre CPI da pandemia

    O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito também afirma que o relatório final terá "material robusto" para responsabilizar as partes julgadas

     

     

    O senador e presidente da CPI rechaçou qualquer possibilidade da Comissão não apresentar resultados contundentes
    O senador e presidente da CPI rechaçou qualquer possibilidade da Comissão não apresentar resultados contundentes | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - Atraindo holofotes da opinião pública no país ao longo dos últimos meses, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado tem como data-limite para apresentação do relatório final o dia 5 de novembro. Nesta quarta-feira (29), o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD), disse com exclusividade ao portal EM TEMPO que "não existe a menor hipótese desta CPI acabar em pizza". 

    Oficialmente instalada no dia 27 de abril, a CPI já escutou diversos depoentes envolvidos diretamente na gestão brasileira da pandemia. Desde a participação do ex-ministro da saúde Henrique Mandetta - no dia 4 de maio -, até o empresário Luciano Hang  - mais recente investigado. Além disso, esquemas criminosos envolvendo vacinas, fake news, "kit covid" e improbidade administrativa foram descobertos. O senador Omar Aziz é enfático ao falar sobre a firmeza da Comissão e os resultados já apresentados. 

    "

    Não existe a menor hipótese desta CPI acabar em pizza. São quase 600 mil brasileiros mortos nesta pandemia. Como e quem vai ignorar isso? Uma das missões desta Comissão era estimular o processo de vacinação, que cada brasileiro recebesse as duas doses da vacina. Penso que a gente foi bem sucedido. Basta ver os números desde quando começou a CPI. Agora eu acho que a gente precisa preparar o País para o futuro com uma política de Estado para o enfrentamento de crises como esta. Na eventualidade de uma nova pandemia, não podemos nos submeter a vontade do político de plantão "

    , disse.

     

    Relatório final

    Apesar das pressões externas de diversos órgãos e da opinião pública para que o relatório final seja apresentado quanto antes, os membros da Comissão pedem calma para que o material seja robusto e definitivo. Conforme exposto em reportagem do EM TEMPO, a Defensoria Pública do Amazonas (DPE), por exemplo, solicitou ao Senado que apresentasse o documento referente ao Estado, que atravessou grande crise de falta de oxigênio durante o início de 2021. Omar Aziz entende que, enquanto houverem fatos novos surgindo, o trabalho da CPI deve continuar. 

    "

    Nada e nem ninguém pode pressionar a CPI,a não ser a própria população. E o que a gente tem visto é justamente o contrário. As pessoas estão vendo o trabalho sério da Comissão e estão apoiando o que a gente tem feito. O que foi falado é que já existe um material robusto para subsidiar o relatório final. E, caso não haja mais nenhuma denúncia nova, a CPI poderia apresentar o relatório. Mas, na prática, temos visto a cada dia um novo escândalo "

    , declarou.

     

    Em relação à parte do relatório que diz respeito apenas ao Amazonas, onde os mortos por Covid-19 somam mais de 595 mil, segundo dados do Consórcio de Veículos de Imprensa (CVI), o senador completa que ainda não teve acesso ao documento, mas ressalta a firmeza do julgamento da CPI com os que forem considerados culpados na crise. 

    "Não podemos trabalhar com achismos. O relatório final ainda será apresentado e votado. No momento adequado, medidas serão tomadas. Não tive acesso ao relatório final ainda, mas acredito que as pessoas precisam ser responsabilizadas pelo que aconteceu no Amazonas. Os responsáveis não ficarão impunes", finalizou. 

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