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    DEM e PSL aprovam fusão, e novo partido será chamado de "União Brasil"

    A nova sigla utilizará o número 44 na urna, acumulando a maior bancada da Câmara Federal

     

     

    Antigos nomes da política amazonense estarão presentes no União Brasil
    Antigos nomes da política amazonense estarão presentes no União Brasil | Foto: Divulgação

    Brasília - Nesta quarta-feira (6), os diretórios nacionais do DEM e do PSL decidiram aprovar a fusão entre as duas legendas, chamada de União Brasil. Pauderney Avelino, atual secretário de educação de Manaus, é cotado para assumir a presidência regional do partido no Amazonas. Além dele, o deputado federal Delegado Pablo, presidente estadual do PSL, também esteve na convenção e integrará a legenda. 

    Com a união, a nova sigla terá, em um primeiro momento, a maior bancada do Congresso, com 82 deputados, quatro governadores, oito senadores e as maiores fatias dos fundos eleitoral e partidário.

      O presidente da legenda será o atual presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), e a secretaria-geral ficará com ACM Neto, que hoje comanda o DEM. Para ser oficializada, a criação do União Brasil ainda precisa do aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A expectativa dos articuladores da fusão é que o tribunal dê a permissão até fevereiro do ano que vem, antes da abertura da janela partidária para as eleições de 2022.  

    "Nós vamos agora decidir a política nacional não só no Congresso Nacional, mas em todos os estados do País", afirmou o governador Ronaldo Caiado (DEM-GO), ao discursar na primeira reunião do partido.

    Na reunião do DEM, o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, que é pré-candidato ao governo gaúcho, apresentou dois requerimentos. Um deles para deliberar sobre o apoio do novo partido à reeleição do presidente Jair Bolsonaro e outro para dar direito a voto no diretório nacional a todos os deputados federais e senadores. Os dois requerimentos foram rejeitados.

    A nova legenda vai ter força para decidir votações importantes e ter peso significativo num eventual processo de impeachment de Jair Bolsonaro. Será a primeira vez em vinte anos que a direita reúne tantos parlamentares em uma única agremiação. A última vez foi no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, quando o PFL (atual DEM) elegeu 105 representantes.

    Bancada

    Caso a nova sigla seja concretizada, vai desbancar o PT, que desde 2010 lidera o ranking de maiores bancadas na Câmara. Em 2018, foram 54 petistas eleitos. Hoje, o partido tem 53 deputados, empatado com o PSL. Mesmo que com a fusão parlamentares bolsonaristas deixem o novo partido, como esperado, a sigla deve se manter no topo desse ranking.

      O novo partido pretende ter candidatura própria a presidente da República. Atualmente, são três pré-candidatos: o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o apresentador José Luiz Datena (PSL). Pacheco também mantém negociações para se filiar ao PSD. Como “plano B” caso Pacheco vá para o partido deKassab, o União Brasil planeja filiar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que hoje está no Novo.  

    Mesmo com o objetivo de candidatura própria à Presidência, o comando da fusão DEM-PSL pretende liberar seus filiados para apoiarem outros candidatos, como o presidente Jair Bolsonaro. Apesar de não estar na base do governo, hoje o DEM tem entre seus quadros os ministros de Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência) e Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

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