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    Eleições


    Pauderney Avelino confirma desejo de disputar vaga na Câmara Federal

    O ex-deputado federal confirmou ao Em Tempo que também está sendo cotado para presidir o novo partido União Brasil (união do DEM e PSL) regionalmente

     

    O ex-deputado que atualmente ocupa o cargo de secretário da educação em Manaus, pretende retornar à Câmara
    O ex-deputado que atualmente ocupa o cargo de secretário da educação em Manaus, pretende retornar à Câmara | Foto: Divulgação

     

    Manaus (AM) - Nesta segunda-feira (11), o secretário de educação da prefeitura de Manaus, Pauderney Avelino (União Brasil), confirmou ao portal EM TEMPO que pretende candidatar-se ao cargo de deputado federal em 2022. Ele é um dos nomes cotados para presidir regionalmente a fusão entre os partidos DEM e PSL, chamada União Brasil. Acumulando seis mandatos na Câmara Federal, o político pretende somar mais quatro anos na Casa Legislativa a partir do próximo pleito.

    Na última quarta-feira (6), uma convenção nacional que ocorrerá em Brasília deve decidir os rumos da fusão entre DEM e PSL, onde Pauderney é presença confirmada. Ao ser questionado pela reportagem se o cargo pleiteado é realmente o de deputado, o secretário de educação confirmou sua intenção. 

    "É motivo de honra exercer o cargo de deputado federal, como já exerci anteriormente em minha história. Me sinto preparado para continuar defendendo o Estado do Amazonas. Conheço como poucos os caminhos do Congresso, de Brasília e do poder numa forma em que poderemos contribuir da melhor maneira possível com a população amazonense", disse. 

    Força em novo partido

    Pauderney Avelino é cotado para assumir a presidência regional do novo partido, que surgiu após a fusão entre PSL e DEM. A nova sigla terá, em um primeiro momento, a maior bancada do Congresso, com 82 deputados, quatro governadores, oito senadores e as maiores fatias dos fundos eleitoral e partidário. Ele explica que este fato será benéfico ao Amazonas. 

    "Estamos realizando uma união política muito forte, juntos para fazer deste partido o que pudermos fazer de melhor para nosso país. Me sentirei muito honrado em receber o voto dos amazonenses se assim me concederem a eleição em 2022. Estou comprometido em defender, como sempre fiz, a economia do Amazonas, os interesses do nosso Estado", afirmou. 

    Além dele, o deputado federal Delegado Pablo, presidente estadual do PSL, também esteve na convenção, e integrará a legenda. Outro nome confirmado é o de Humberto Michiles, ex-deputado federal e ex-secretário de educação cotado como candidato a vice-governador de Amazonino Mendes.

    O novo partido ainda pretende ter candidatura própria a presidente da República. Atualmente, são três pré-candidatos: o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o apresentador José Luiz Datena (PSL). Pacheco também mantém negociações para se filiar ao PSD. Como “plano B” caso Pacheco vá para o partido de Kassab, o União Brasil planeja filiar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que hoje está no Novo.  

    Mesmo visando candidatura própria à Presidência, o comando da fusão DEM-PSL pretende liberar seus filiados para apoiarem outros candidatos, como o presidente Jair Bolsonaro. Apesar de não estar na base do governo, hoje o DEM tem entre seus quadros os ministros de Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência) e Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

    História na política

    Pauderney realizou quatro mandatos consecutivos, entre 1991 e 2007, e outros dois também consecutivos desde 2011. Licenciou-se do mandato de deputado federal, na legislatura 2011-2015, para assumir o cargo de secretário municipal de Educação de Manaus, em 2013. 

    Ele também foi líder do Democratas na Câmara em 2016, quando liderou o movimento pela cassação do mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. Sendo responsável por elaborar uma denúncia, que incluía os decretos não numerados de verbas suplementares e sem autorização do congresso, que serviu de base para o impeachment. Nas eleições de 2018, foi novamente candidato a deputado federal pelo DEM, mas não conseguiu ser reeleito e ficou na condição de segundo suplente de sua coligação.

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