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    Garimpo no Amazonas


    Deputado do AM condena destruição de balsas de garimpeiros na Amazônia

    O deputado estadual Cabo Maciel (líder do PL) expôs em seu pronunciamento, "desespero" das famílias que presenciaram a destruição de suas balsas durante ação policial na calha do madeira, em garimpo para extração de ouro

     

    De acordo com o parlamentar, Cada balsa destruída equivale a seis  pessoas no mesmo teto, ou seja, 30% a 40% da economia dos municípios da calha do Madeira
    De acordo com o parlamentar, Cada balsa destruída equivale a seis pessoas no mesmo teto, ou seja, 30% a 40% da economia dos municípios da calha do Madeira | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - A ação policial realizada para retirada de garimpeiros ilegais na calha do rio madeira ,no Amazonas, não foi uma unanimidade de concordância entre os politicos do Amazonas. Como primeiro orador no pequeno expediente na manhã desta terça-feira (30), o deputado estadual Cabo Maciel (líder do PL) expôs em seu pronunciamento, "desespero" das famílias que presenciaram a destruição de suas balsas e seu material de trabalho na atividade de extração mineral na região, ocorrida esta semana. 

    De acordo com o parlamentar, Cada balsa destruída equivale a seis  pessoas no mesmo teto, ou seja, 30% a 40% da economia dos municípios da calha do Madeira, ( Humaitá  590 km de Manaus), Manicoré (a 332 km de Manaus), Novo Aripuanã (a 227 km de Manaus), Autazes (a 113 km de Manaus), Nova Olinda do Norte (a 135 km de Manaus) e Borba( a 151 km de Manaus todos em linha reta) ou seja, mais ou menos 70 mil pessoas diretamente impactadas, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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    " São anos de trabalho desses homens e mulheres que lutam diuturnamente com o suor do seu rosto e o calo de suas mãos para dar dignamente alimento a sua família", disse o deputado.

    O parlamentar fez um apelo a bancada do Amazonas, ao Governo Federal e do Estado, para que  essa ação sirva de exemplo, pois não se pode ver brasileiros amazonenses moradores do Rio Madeira sofrerem e serem protegidos.

    É necessário, de acordo com Maciel, de solução a extração que dá sustentação ao Amazonas em quase 40% de sua economia, sobretudo, o sustento das famílias que manejam essa atividade. “Pelos atos e abordagem praticada, manifesto minha solidariedade a todas as famílias e ao Sul do Amazonas, me colocando a disposição para ajudar a solucionar o problema da extração de minério na região”, concluiu Cabo Maciel.

    Necessário salientar no entanto, que a ação ilegal de garimpeiros no rio Madeira, prejudica o meio ambiente, joga toneladas de mercúrio no rio e não só matam os peixes, como prejudica ribeirinhos e comunidades indígenas.  A Amazônia é uma região extremamente vulnerável a ação humana e dever ser olhada com muito critério por parte das autoridades e especialistas. 

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