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    Caso Queiroz


    Ministro diz que pedidos como o de Flávio Bolsonaro vão para o 'lixo'

    Marco Aurélio disse que a “lei vale para todos, indistintamente” e lembrou que em casos semelhantes negou seguimento aos processos

    Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou nesta sexta-feira (18)  que deve rejeitar a reclamação apresentada pelo deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro
    Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou nesta sexta-feira (18) que deve rejeitar a reclamação apresentada pelo deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro | Foto: Reprodução

    Brasília - O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou nesta sexta-feira (18)  que deve rejeitar a reclamação apresentada pelo deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-SL) para suspender a investigação sobre movimentações financeiras atípicas do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz e declarar ilegais as provas colhidas na apuração.

    Marco Aurélio disse que a “lei vale para todos, indistintamente” e lembrou que em casos semelhantes negou seguimento aos processos – jargão jurídico que significa que os pedidos foram rejeitados e acabaram arquivados.

    "Já na sexta-feira, pela manhã, assinarei a decisão – sexta, dia 1º de fevereiro”, disse o ministro ao blog da jornalista Andréia Sadi, do 'G1'.

    "O Supremo não pode variar, dando um no cravo outro na ferradura. Processo não tem capa, tem conteúdo. Tenho negado seguimento a reclamações assim, remetendo ao lixo.Não é antecipação de decisão. É só coerência com o que, até aqui, fiz", concluiu Marco Aurélio.

    O ministro rejeitou pedidos anteriores parecidos com o que foi feito por Flávio Bolsonaro nesta quinta-feira (17).

    Fux suspendeu a decisão

    Na última quarta-feira (16), o vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro e determinou a suspensão da investigação sobre movimentações financeiras de Queiroz. A decisão de Fux paralisa a apuração e vale até Marco Aurélio Mello, relator do processo no Supremo, analisar o caso depois que o tribunal retomar as suas atividades, em 1.º de fevereiro.

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