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    ‘O maior importador do coronavírus foi o presidente’, diz senador

    A declaração é do senador Jaques Wagner, que ainda classificou a atuação do Ministro da Saúde como "equilibrada"

    "O exemplo deveria vir de cima", disse o senador
    "O exemplo deveria vir de cima", disse o senador | Foto: Divulgação/ Agência Senado

    Manaus - Ex-governador da Bahia, o atual senador da República, Jaques Wagner, acusou o presidente Jair Bolsonaro de ser o maior importador do coronavírus para o Brasil. O presidente fez viagem aos Estados Unidos e sua comitiva voltou com mais de 20 pessoas infectadas pelo Covid-19. 

    “O exemplo deveria vir de cima, mas o maior importador do vírus foi o presidente. Na delegação dele tem mais de 20 que voltaram de lá com coronavírus. A ideia de ir lá naquele momento era infeliz, tanto que o volume contaminados foi grande”, afirmou Wagner, durante entrevista na Rádio Metrópole.

    Ainda segundo o senador do PT, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, do partido Democratas, tem agido “de forma equilibrada”. “Acho até que foi ele que fez o presidente parar de ficar de brincadeirinha”, sugeriu.

    Propostas de ação

    O senador Jaques Wagner (PT) afirmou em seu perfil no Instagram que os senadores do PT apresentaram um projeto de lei que garante um benefício mensal de R$ 500,00 às famílias enquanto estiver vigente a declaração de emergência em saúde pública decorrente da pandemia do novo coronavírus.

    “O benefício será destinado aos brasileiros e brasileiras inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo. Uma medida importante para amenizar a crise, garantir apoio a estas pessoas em dificuldades, especialmente aos desempregados e trabalhadores autônomos”, diz o comunicado.

    Wagner apresentou o Projeto de Lei 783/2020, na última sexta-feira (20), para evitar o corte dos serviços básicos como energia elétrica, telefonia, gás, água e esgoto
    Wagner apresentou o Projeto de Lei 783/2020, na última sexta-feira (20), para evitar o corte dos serviços básicos como energia elétrica, telefonia, gás, água e esgoto | Foto: Matheus Simoni/ Metropress

    Já o próprio senador apresentou o Projeto de Lei 783/2020, na última sexta-feira (20), que tem como objetivo evitar o corte dos serviços básicos em decorrência de atraso no pagamento das faturas dos serviços públicos de energia elétrica, telefonia, gás, água e esgoto durante o estado de calamidade pública. 

    Na justificativa, o Wagner afirma que a pandemia de coronavírus já vem causando impactos no cotidiano da sociedade, especialmente na redução da atividade econômica, levando a queda da renda das famílias, desemprego e falta de acesso a recursos básicos. 

    “Não podemos esquecer as dificuldades financeiras que a população vai enfrentar, ocasionada pela queda nas receitas em todos os setores produtivos. Tal proibição proporcionará mais segurança e melhor resultados do ponto de vista eminentemente do enfrentamento sanitário da pandemia, garantindo proteção aos menos favorecidos economicamente” disse. 

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