Ministério da Educação


Weintraub deve pedir demissão do Ministério da Educação, diz coluna

O ministro da Educação, abatido pelos ataques que vem sofrendo dentro e fora do governo, teria decidido pedir demissão do ministério.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub estaria prestes a pedir demissão do cargo. As informações são da coluna Radar, da revista Veja.
O ministro da Educação, Abraham Weintraub estaria prestes a pedir demissão do cargo. As informações são da coluna Radar, da revista Veja. | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Brasília (DF) - O ministro da Educação, Abraham Weintraub estaria prestes a pedir demissão do cargo. As informações são da coluna Radar, da revista Veja. De acordo com a publicação, o movimento é parte de uma trégua que estaria sendo construída por interlocutores do presidente Jair Bolsonaro com os demais poderes para que o governo federal avance em governabilidade. 

Weintraub é alvo de inquérito no STF por ter atacado os ministros na reunião ministerial do dia 22 de abril e também é investigado na Corte por racismo.

Na versão do Planalto, o ministro da Educação, abatido pelos ataques que vem sofrendo dentro e fora do governo, teria decidido pedir demissão do ministério. Ainda de acordo com as fontes ouvidas pela revista, o movimento não foi refutado pelo presidente.

As fontes dizem que a saída de Weintraub deve se dar até o fim de semana. As fala contra o STF e outras declarações polêmicas também deterioram a imagem do ministro da Educação no Congresso.

De acordo com fontes, Bolsonaro teria sido avisado de que as pautas da área terão dificuldade de avançar, se   Weintraub permanecer no governo, o que teria pesado na decisão.

Noite dos Cristais

Ainda pesam contra o ministro, as declarações dele em referência a “Noite dos Cristais”. Ele disse em uma rede social a quarta-feira (27) quando ocorreu a operação da Polícia Federal contra Fake News,  que a data será lembrada como a "Noite dos Cristais brasileira".

A "Noite dos Cristais" na história do Nazismo consistiu em uma onda de violência contra os judeus, ordenada pelo regime de Adolf Hitler, na Alemanha, que revelou ao mundo a violência antissemita.

A comparação gerou repúdio de entidades nacionais e internacionais.Entidades judaicas reagiram contra a publicação do ministro e isso teria abalado a credibilidade e a capacidade de articulação política do ministro, o que prejudica também, por cascata, o governo federal. 

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