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    Prisão de Queiroz


    Advogado que escondia Queiroz foi à posse do novo ministro em Brasília

    Queiroz foi encontrado em uma propriedade que está em nome de Wassef, na cidade de Atibaia, interior de São Paulo.

    O advogado Frederick Wassef, que representa a família Bolsonaro e abrigava Fabrício Queiroz em um sítio em Atibaia, esteve na posse do novo ministro das Comunicações, Fabio Faria
    O advogado Frederick Wassef, que representa a família Bolsonaro e abrigava Fabrício Queiroz em um sítio em Atibaia, esteve na posse do novo ministro das Comunicações, Fabio Faria | Foto: Reprodução

    O advogado Frederick Wassef, que representa a família Bolsonaro e abrigava Fabrício Queiroz em um sítio em Atibaia, esteve na posse do novo ministro das Comunicações, Fabio Faria, na quarta-feira, 17. O defensor foi à cerimônia como “amigo do presidente”, segundo interlocutor do ministro. Nesta condição, Wassef tem trânsito livre em quase toda a Esplanada dos Ministérios.

    De acordo as informações iniciais até agora disponíveis sobre a operação que resultou na prisão do ex-assessor de Flávio, Queiroz foi encontrado em uma propriedade que está em nome de Wassef, na cidade de Atibaia, interior de São Paulo.

    Em entrevistas para a imprensa, Fred Wassef negava que tinha qualquer informação sobre o paradeiro do ex-assessor de Flávio Bolsonaro. Ainda em setembro de 2019, Fred ironizou ao dizer que "não era o advogado" de Queiroz para saber da localização do investigado. No entanto, o caseiro do endereço em Atibaia disse que Fabrício estava no endereço de Fred há pelo menos um ano.

    Prisão de Queiroz:  O que se sabe sobre o assessor de Flávio Bolsonaro 

    Queiroz é investigado por esquema das rachadinhas e foi preso por ordem da Justiça do Rio de Janeiro.

    O advogado Frederick Wassef é pessoa de confiança da família Bolsonaro. Além de representar Flávio em processos, ele atua no caso da facada do presidente Jair Bolsonaro, que sofreu um atentado na campanha presidencial.

    Wassef tem contestado o resultado das investigações contra Adélio Bispo, que cometeu o atentado contra o então candidato à Presidência, em 2018. O advogado sustenta que o criminoso não agiu sozinho e que foi cooptado por uma organização criminosa que queria matar Jair Bolsonaro para impedi-lo de chegar ao poder.

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