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    Penitenciária


    Na prisão, Queiroz recusa comida e reclama de uniforme

    Foto de ex-assessor de Flávio Bolsonaro na prisão é feita cinco dias após "Operação Anjo"

    Durante dois dias, Queiroz se recusou a comer na cadeia
    Durante dois dias, Queiroz se recusou a comer na cadeia | Foto: Divulgação

    Fabrício Queiroz teve seu perfil fotografado no final da manhã desta terça-feira (23), no presídio Bangu 8, cinco dias após ser preso na Operação Anjo. Um dia após a prisão, ele deu entrada na penitenciária sem tirar foto. 

    Abatido, o ex-assessor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro reclamou de ter que usar o uniforme da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Servidores que estavam no local no momento do registro contaram que o policial militar reformado “ficou constrangido ao ter que tirar a fotografia”.

    Durante dois dias, Queiroz se recusou a comer na cadeia. Na quinta e na sexta-feira, o agora presidiário recusou café, almoço e jantar. Para colegas de cela, ele disse que está preocupado e com medo de sua esposa ser presa.

    ''O tempo todo ele está cabisbaixo. Tem se mostrado muito abatido, assustado e com muito receio de a esposa ser presa'', destacou o servidor de Bangu 8.

    De acordo com o agente, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro tem acompanhado tudo pela televisão, que fica na biblioteca.

    Queiroz ocupa uma cela com seis metros quadrados com uma cama, um chuveiro, um vaso sanitário e uma pia na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, dentro do Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Na cela do ex-assessor, não há TV. O ex-PM possui direito a banho de sol durante duas horas por dia num pequeno pátio.

    Isolado por prevenção à Covid-19, Queiroz tem permanecido em silêncio na prisão. Um dos raros momentos de interação nos últimos dias foi quando pediu um livro de autoajuda para Wilson Carlos, ex-secretário de Sérgio Cabral e operador do esquema de propinas do governo do estado.

    O ex-assessor de Flávio Bolsonaro é atualmente vizinho de cela do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Carlos se tornou o organizador da biblioteca de Bangu 8 depois que o ex-deputado Edson Albertassi montou uma biblioteca no local, antes de ir para prisão domiciliar há dois anos.

    Desse modo, o ex-secretário de Cabral costuma passar pelas celas perguntando o que cada um dos detentos quer ler. Foi então que Queiroz pediu um título de autoajuda. 

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