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    Nova constituição


    Constituição tornou o Brasil "ingovernável", diz bolsonarista

    Ricardo Barros defende plebiscito para que os cidadãos decidam sobre a elaboração de uma nova Constituição no Brasil

    Líder do Governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR)
    Líder do Governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) | Foto: Agência Brasil

    O líder do Governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR),que é a favor do parlamentarismo, defendeu a realização de um plebiscito para que os cidadãos brasileiros decidam sobre a elaboração de uma nova Constituição, sob o argumento de que a Carta Magna transformou o Brasil em um "País ingovernável". 

    Barros citou como exemplo o Chile, que foi às urnas no domingo, 25, e definiu que uma nova Assembleia Constituinte deverá ser eleita para a criação de uma nova constituição do país.

    "Eu pessoalmente defendo nova assembleia nacional constituinte, acho que devemos fazer um plebiscito, como fez o Chile, para que possamos refazer a Carta Magna e escrever muitas vezes nela a palavra deveres, porque a nossa carta só tem direitos e é preciso que o cidadão tenha deveres com a Nação", disse Barros nesta segunda-feira (26), em um evento chamado "Um dia pela democracia".

    O deputado, que representa os interesses do governo federal na Câmara dos Deputados, disse que a Constituição tornou o País  ingovernável", ao afirmar que o Brasil hoje tem uma "situação inviável orçamentariamente". 

    "Não temos mais capacidade de pagar nossa dívida, os juros da dívida não são pagos há muitos anos, a dívida é só rolada e com o efeito da pandemia cresceu muito, e esse crescimento nos coloca em risco na questão da rolagem da dívida", disse. Emendas à Constituição, segundo ele, não são o suficiente."

    De acordo com o parlamentar o ex-presidente Sarney teria dito quando a sancionou, que a constituição tornaria o país ingovernável.

    "Esse dia chegou, temos um sistema ingovernável, estamos há seis anos com déficit fiscal primário, ou seja, arrecadamos menos do que gastamos, não temos capacidade mais de aumentar a carga tributária, porque o contribuinte não suporta mais do que 35% da carga tributária, e não demos conta de entregar todos os direitos que a Constituição decidiu em favor de nossos cidadãos".

    O outro problema, na visão do parlamentar, é que "o poder fiscalizador ficou muito maior que os demais" e, por isso, seria necessário também "equilibrar os Poderes" no país. 

    O deputado, que é alvo de investigações do Ministério Público Federal, diz que é preciso punir quem apresentar denúncias sem prova.

    "Os juízes, promotores, fiscais da Receita, agentes do TCU, da CGU, provocam enormes danos com acusações infundadas e nada respondem por isso, nunca respondem por nada, e o ativismo político do Judiciário está muito intenso, muito mais do que jamais poderíamos imaginar, então é preciso sim que nós possamos rever o nosso sistema, diz Ricardo Barros.

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