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    Novo presidente


    Em entrevista, Barack Obama comenta 'pólvora e saliva' de Bolsonaro

    Bolsonaro afirmou que ''quando acabar a saliva, tem que ter pólvora'', ao rebater Joe Biden; Obama ressaltou que "o Brasil foi um líder no passado, seria uma pena se parasse de ser''

    | Foto: Divulgação

    Barack Obama foi por oito anos o homem mais poderoso do mundo. Quatro anos após deixar o cargo, o ex-presidente dos Estados Unidos lança "Uma Terra Prometida", o primeiro volume das próprias memórias.

    No programa ''Conversa com Bial'', ele conversal sobre a obra, a pandemia, a vitória do ex-vice Joe Biden nas eleições norte-americanas e a relação com o Brasil.

    Entre os assuntos, Pedro Bial quis saber o que Obama achou das provocações do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. Ao rebater um posicionamento do democrata Joe Biden sobre a Amazônia, Bolsonaro afirmou que "quando acabar a saliva, tem que ter pólvora".

    Obama comparou as políticas do presidente brasileiro às de Donald Trump. Na maneira de lidar com a pandemia, por exemplo, ambos não deram ênfase à ciência: "isso teve consequências para eles".

    Ele reforçou o papel central do Brasil na questão ambiental: "o Brasil foi um líder no passado, seria uma pena se parasse de ser."

    "Minha esperança é que, com a nova administração de Biden, há uma oportunidade de redefinir essa relação. Sei que ele vai enfatizar que a mudança climática é real, que Estados Unidos e Brasil têm um papel de liderança a desempenhar. Sei que ele vai valorizar a ciência sobre a Covid-19, e o fato de que o vírus é real."

    Na entrevista, que foi gravada em videoconferência, Obama respondeu: “Eu não conheço o presidente do Brasil. Eu já tinha saído quando ele assumiu o cargo. Então não quero dar uma opinião sobre alguém que não conheci''.

    ''O Brasil é obviamente um ator central na ação de poder ou não frear os aumentos de temperatura que podem causar uma catástrofe global. A minha esperança é que, com o novo governo de Biden, exista uma oportunidade de redefinir a relação”, afirmou.

    “Mas, no fim das contas, os Estados Unidos e o Brasil têm muitas coisas em comum. O progresso que precisa acontecer, não só no hemisfério, mas no mundo, vai ser, em parte, determinado pela qualidade da relação entre os nossos dois países”, continuou Obama.

    O ex-presidente dos EUA ainda falou sobre a resistência de Trump em reconhecer e aceitar a vitória de Biden nas eleições presidenciais.

    “Não estou surpreso com o fato de Donald Trump estar violando o costume da transição de poder pacífica porque ele violou vários tipos de normas antes. A boa notícia é que, no fim das contas, não vai fazer diferença. No dia 20 de janeiro teremos um novo presidente. Mas o que foi perdido foi esse período de transição.”

    *Com informações do G1

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