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    Acusação


    Deputado Fernando Cury diz que não assediou colega em plenário

    O deputado Fernando Cury (Cidadania) nega ter apalpado o seio de Isa Penna (PSOL)

     

    Deputado define a acusação apenas como "rápido e superficial abraço"
    Deputado define a acusação apenas como "rápido e superficial abraço" | Foto: Divulgação


    O deputado Fernando Cury (Cidadania) nega ter apalpado o seio de Isa Penna (PSOL). Ele também pede a suspeição de correligionários da deputada no caso em que é acusado de importunação sexual contra a colega.

    A declaração foi dada na defesa prévia apresentada nesta segunda-feira (8) ao Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo.

    Cury foi flagrado pela câmera da Alesp apalpando a colega por trás, em 16 de dezembro, em plenário, durante a votação do orçamento do estado. Desde então, Penna o denunciou ao Conselho de Ética da Alesp, e ele enfrenta processos relativos ao episódio em outras esferas: dentro de seu próprio partido, o Cidadania, e no Ministério Público de São Paulo.

    No documento de 32 páginas, o advogado de Cury, Roberto Delmanto Júnior, refere-se ao gesto de assédio como "rápido e superficial abraço". Para a defesa, o deputado "jamais teve uma única queixa de desrespeito às mulheres, mas sim elogios".

    "Não estará em julgamento, aqui, o machismo da sociedade brasileira", diz a defesa. "Muito menos se pode conceber o deputado Fernando Cury como se ele 'personificasse' ou 'encarnasse' os homens machistas de nosso país, buscando, nele, expiar culpas que não são deles".

    Cury tenta apontar o que ele considera ser uma contradição no discurso de Isa Penna. Ele inseriu na peça um trecho de uma entrevista da parlamentar à "Folha de S.Paulo" em que ela diz "não ter dito que seu seio foi apalpado", e compara a declaração com uma publicação no Instagram da deputada, em que ela diz ter sido apalpada.

    Na mesma entrevista, entretanto, Isa Penna afirma ter sido assediada e que "quem vir o vídeo pode tirar suas próprias conclusões".

    Delmanto pede que três testemunhas arroladas por Penna, os deputados do PSOL Carlos Gianazzi, Mônica Seixas e Erica Malunguinho, sejam considerados suspeitos para o caso. Para o advogado, eles não possuem imparcialidade para julgar seu cliente, por terem, segundo o advogado, se manifestado sobre o tema antes de ouvirem a defesa e pela proximidade com Isa Penna, além de já terem sido inclusos como testemunhas na ação no MP.

    Isa Penna, por outro lado, também pediu a suspeição de um aliado de Fernando Cury nesta segunda-feira. Ela afirma que o deputado Alex Madureira (PSD) conversava com Cury momentos antes de o parlamentar abordar Penna pelas costas.

    "É muito evidente no vídeo a tentativa dele (Madureira) de puxar Cury e as risadas de ambos após o acontecido", afirmou Isa Penna em nota divulgada na última noite. "Sobre o caso do assédio, os fatos são claros. O passado 'ilibado' de alguém é uma excrescência, mesmo que fosse verdade, porque ninguém é julgado pelo seu passado, no máximo para verificação de reincidência. O que tenho para dizer a Cury é que cada vez mais nota-se a sua culpa, tentando veementemente negar o que é visto por câmera e para quem quiser ver".

    Cury arrolou oito testemunhas mulheres para sua defesa, inclusive sua chefe de gabinete, Regiane Cristina Mendes, para "provar que sempre respeitou as mulheres, desde a época em que se graduava em zootecnia pela Universidade de Marília", no interior do estado, onde é seu reduto eleitoral.

    *Com informações do Globo

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