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    Bolsonaro


    'Chega de frescura e mimimi. Vão chorar até quando?', diz Bolsonaro

    Bolsonaro chama a atenção da população para que nao tenha "mimimi" diante da pandemia e pare de frescura.

     

    O presidente repetiu o argumento de que foi impedido de decidir sobre políticas de combate ao vírus no País, apesar da fala não ser verdadeira
    O presidente repetiu o argumento de que foi impedido de decidir sobre políticas de combate ao vírus no País, apesar da fala não ser verdadeira | Foto: Alan Santos/PR

    BRASÍLIA  - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 4, que é preciso "enfrentar o problema da pandemia do novo coronavírus de peito aberto" e parar de "frescura e de mimimi". Bolsonaro voltou a apelar para que governadores e prefeitos não adotem medidas restritivas para conter a crise sanitária e que gostaria de ter o poder para definir a política de enfrentamento ao vírus.

    Contrário a medidas de fechamento, Bolsonaro voltou a elogiar o "homem do campo" por ter continuado a produzir durante a pandemia da covid-19. "Vocês (produtores rurais) não ficaram em casa, não se acovardaram, nós temos que enfrentar os nossos problemas, chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando? Temos que enfrentar os problemas", disse em evento.

    O presidente repetiu o argumento de que foi impedido de decidir sobre políticas de combate ao vírus no País, apesar da fala não ser verdadeira e de estar interpretando a decisão de forma equivocada. Desde o ano passado, Bolsonaro alega que o Supremo Tribunal Federal tirou dele a possibilidade de agir na pandemia, deixando isso para os Estados e municípios. A Corte decidiu, no entanto, que a União, Estados, municípios e o DF têm "competência concorrente" na área da saúde pública para realizar ações que reduzam o impacto da covid-19, portanto o governo federal tem sim, obrigações claras.

    Assista ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro desta quinta-feira:

    "Eu apelo aqui, já que foi me castrada a autoridade, para governadores e prefeitos: repensem a política de fechar tudo, o povo quer trabalhar", afirmou. "Vamos combater o vírus, mas não de forma ignorante, burra, suicida. Como eu gostaria de ter o poder, como deveria ser meu, para definir essa política. Para isso que muitos de vocês votaram em mim", disse.

    Plano próprio, mas não dá detalhes

    Ontem, após um ano de pandemia, Bolsonaro afirmou em entrevista à imprensa que tinha um plano próprio e pronto para o enfrentamento da doença, mas se recusou a dar detalhes. Ele argumentou que para colocar o plano em prática precisaria de autoridade e que para tal aguardava uma autorização do STF. Hoje, Bolsonaro afirmou que foi eleito para "comandar o Brasil" e disse esperar "que esse poder seja restabelecido".

    "Até quando vamos ficar dentro de casa? Até quando vai se fechar tudo? Ninguém aguenta mais isso. Lamentamos as mortes, repito, mas tem que ter uma solução", indagou em sua fala no evento desta quinta. "Se nós destruirmos a nossa economia, pode esquecer um montão de coisa. Vamos ser algo como países colônias no passado, e não queremos isso. Vamos de peito aberto enfrentar o problema", declarou. 

    Compra de vacinas

    Sobre a compra de vacinas, Bolsonaro disse que o governo é responsável e está "fazendo o que é certo". Ele citou a chegada de 20 milhões de imunizantes neste mês e outras 40 milhões de doses em abril. "Nunca nos afastamos de buscar vacinas, mas eu sempre disse uma coisa, elas têm que passar pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)", disse.

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