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    Proposta


    Auxílio emergencial prorrogado? Câmara aprova admissibilidade de PEC

    A proposta autoriza o governo federal a pagar um auxílio emergencial em 2021 com R$ 44 bilhões

     

    No Senado, o texto sofreu mudanças
    No Senado, o texto sofreu mudanças | Foto: Divulgação

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9), por 366 a 118 e duas abstenções, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 186/19, a PEC Emergencial.

    A proposta autoriza o governo federal a pagar um auxílio emergencial em 2021 com R$ 44 bilhões fora do teto de gastos.

    Além disso, impõe mais rigidez na aplicação de medidas de contenção fiscal, controle de despesas com pessoal e redução de incentivos tributários.

    A expectativa do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), é votar a proposta, em dois turnos, nesta quarta-feira (10).

    Por se tratar de PEC, o texto dependerá dos votos pelo menos 308 dos 513 deputados para ser aprovado.

    A proposta cria mecanismos de ajuste fiscal, caso as operações de crédito da União excedam as despesas.

    Entre as medidas, estão barreiras para que a União, os estados e os municípios criem despesas obrigatórias ou benefícios tributários. 

    A PEC também possibilita o pagamento do auxílio emergencial com créditos extraordinários sem ferir o teto de gastos públicos.

    Para garantir o pagamento do auxílio por mais alguns meses, o texto mantém os chamados gatilhos, medidas acionadas automaticamente quando as despesas atingirem um certo nível de descontrole. 

    Entre essas medidas, estão barreiras para que União, estados ou municípios criem despesas obrigatórias ou benefícios tributários.

    Além disso, também estarão proibidos de fazer concursos públicos ou conceder reajustes a servidores. 

    No Senado, o texto sofreu mudanças.

    O relatório do senador Márcio Bittar (MDB-AC) teve que ceder à resistência de vários colegas e foi retirado o trecho mais polêmico do seu parecer, o fim da vinculação obrigatória de parte do Orçamento a investimentos com saúde e educação.

    Bittar também retirou a redução de salário e jornada de trabalho dos servidores públicos, como expediente de ajuste fiscal e equilíbrio das contas públicas.

    Bittar adicionou uma “trava” a mais para evitar um gasto excessivo com o auxílio emergencial.

    O governo estima retornar com o auxílio emergencial em forma de quatro parcelas de até R$ 250 ainda este mês.

    Debate

    Para o deputado Alex Manente (Cidadania-SP), a proposta vai viabilizar o pagamento de novas parcelas de auxílio emergencial com “responsabilidade fiscal”.

    "Este é um momento de pandemia, como foi dito, é um momento em que todos estão sofrendo, e nós precisamos do esforço de cada um, especialmente daqueles que já têm a renda garantida pelo serviço público”, disse.

    Parlamentares de oposição avaliam que a proposta é uma "minirreforma administrativa" e vai prejudicar os trabalhadores ao, entre outros pontos, congelar salários de servidores públicos e proibir concursos. 

     A Casa e o país pedem o auxílio emergencial e o governo tenta impor um ajuste fiscal que não tem nenhum cabimento no atual momento. Os países do mundo inteiro estão aprovando auxílios emergenciais para os seus trabalhadores", disse.

    "Ainda na segunda-feira (8) nos Estados Unidos foi aprovado um auxílio de US$ 2 trilhões", argumentou o deputado Renildo Calheiros (PCdoB - PE).

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