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    Operação Spoofing


    "Invasão a celulares serviu para frear combate a corrupção", diz Moro

    Sergio Moro depôs por videoconferência no processo que corre na 10ª Vara Federal em Brasília

     

     O ex-ministro da Justiça reitera a história da invasão de seu celular.
    O ex-ministro da Justiça reitera a história da invasão de seu celular. | Foto: Divulgação

    O ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, concedeu depoimento na tarde desta segunda-feira, 17, por videoconferência, no âmbito do processo da Operação Spoofing. Ele falou na condição de testemunha.

    Segundo apurações do O Antagonista, o ex-ministro da Justiça reitera a história da invasão de seu celular.

    Ao final, ao ser indagado sobre as consequências das ações dos hackers, declarou “que os ataques e as supostas mensagens roubadas foram utilizadas com sensacionalismo para frear o combate à corrupção e anular condenações de corruptores e corruptos“.

    Manuela D’Avila, que fez o contato entre os hackers e Glenn Greenwald, também prestou depoimento. O juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite presidiu as audiências.

    Operação Spoofing

    A Operação Spoofing foi deflagrada pela Polícia Federal em 23 de julho de 2019, para investigar invasões às contas de Telegram de algumas autoridades brasileiras, como Moro e procuradores da Operação Lava Jato. Manuela foi citada por um dos hackers como elo entre ele e o jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, que publicou reportagens com diálogos entre membros da Lava Jato.

    Com informações do O Antagonista*

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