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    Polêmica


    "Se PT voltar ao governo, vai ter maconha no alvorada", diz Bolsonaro

    A declaração de Bolsonaro foi após ele saber da aprovação do projeto de lei que permite o plantio da maconha para fins medicinais

     

    O presidente também afirmou que vetará o projeto, caso chegue para aprovação do executivo federal.
    O presidente também afirmou que vetará o projeto, caso chegue para aprovação do executivo federal. | Foto: Divulgação

    Brasília - Em uma votação acirrada, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (8), um projeto que lei que permite o cultivo da ‘Cannabis Sativa’, planta de onde é produzida a maconha, para fins medicinais, veterinários, científicos e industriais.

    Foram 17 votos contra e 17 favoráveis, desempatados pelo relator da ‘Comissão Especial’ que propôs a votação, deputado Luciano Ducci (PSB-PR), que deu sinal verde para o projeto seguir ao Senado. 

    Maconha no ‘Alvorada’

    Projeto considerado polêmico, a proposta enfrenta forte oposição de parlamentares ligados ao presidente Jair Bolsonaro e da base evangélica no Congresso Nacional.

    Ao tomar conhecimento da votação, mais cedo, Bolsonaro afirmou não haver sentido em permitir o plantio e ironizou petistas, ao falar que maconha poderia até ser cultivada no Palácio da Alvorada, caso o PT volte a presidência em 2022.  

    “Tem a canabidiol sintética. Não precisa deixar o pessoal em casa, não. Já imaginou se o PT um dia voltar ao governo? Vai ter plantação de maconha ali, ó.”, disse, em referência ao gramado do Palácio da Alvorada.

    A conversa acontecia entre o presidente e seus apoiadores, no tradicional cercadinho da casa presidencial. O presidente também afirmou que vetará o projeto, caso chegue para aprovação do executivo federal. 

    E agora?

    Ainda de forma conclusiva, numa previsão do regimento que poderá leva-lo diretamente ao Senado, caso não haja nenhum recurso para votação pela plenária da Câmara.

    O projeto tramita de forma conclusiva, previsão regimental que poderia levá-lo diretamente para o Senado se não houver recurso para votação pelo plenário da Câmara.

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