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    Leilão de 5G pode reduzir desigualdade escolar, apontam deputadas

    Especialistas propõem currículo escolar de adaptação pós-pandemia e pedem liberação de recursos para compra de computadores

     

    A minuta do edital que está sendo analisada pelo Tribunal de Contas da União não obriga as empresas vencedoras do leilão a levarem internet às escolas públicas. O
    A minuta do edital que está sendo analisada pelo Tribunal de Contas da União não obriga as empresas vencedoras do leilão a levarem internet às escolas públicas. O | Foto: divulgação

    Brasília - Em audiência pública promovida pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, as deputadas Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) e Professora Rosa Neide (PT-MT) reforçaram, nesta segunda-feira (5), a importância de se utilizar o leilão da tecnologia 5G no País como meio de garantir internet de qualidade para escolas públicas da educação básica.

    "Nesta terça-feira [6], teremos uma nova audiência com o ministro Fábio Faria. Cabe a ele incluir textualmente as escolas”, observou Dorinha Seabra, que preside a comissão de Educação. “E não adianta dizer que, por consequência, [o 5G] chegará às escolas. Como vamos garantir para as escolas indígenas e do campo se nem as da cidade estão garantidas?”, observou.

    A minuta do edital que está sendo analisada pelo Tribunal de Contas da União não obriga as empresas vencedoras do leilão a levarem internet às escolas públicas. O governo argumenta que outras metas de cobertura previstas já vão garantir internet de alta velocidade nas escolas.

    A deputada Professora Rosa Neide, que presidiu o debate virtual, considera a conectividade uma maneira de tornar o processo de aprendizagem menos desigual.


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    É o conhecimento embarcado em equipamento que pode chegar às mãos dos estudantes. Se não for assim, dificilmente teremos chance de recuperar os quase dois anos fora da escola "

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    Cenários da exclusão escolar

    Presidente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Anna Helena Altenfelder apresentou dados do estudo Cenários da Exclusão Escolar no Brasil – um Alerta sobre os Impactos da Pandemia da Covid-19 na Educação –, desenvolvido em parceria com a Unicef.

    “A pandemia agravou desigualdades históricas que nós já tínhamos no País. Em 2019, 90% das crianças de quatro a 17 anos fora da escola eram de famílias com renda per capita menor do que um salário mínimo”, disse. “E , segundo o estudo, o número de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos fora da escola praticamente dobrou entre 2019 e 2020.”

    Presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Garcia mostrou que as dificuldades do ensino remoto são mais evidentes nas regiões Norte e nordeste. "Grande parte dos acessos à internet nesses lugares se dá pelo celular, o que não permite um ensino de qualidade”, disse Garcia. Segundo ele, 24,2 milhões de domicílios brasileiros contam com acesso à internet, mas não têm computador.

    *Com informações da Agência Câmara de Notícias

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