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    Fundo eleitoral


    Bolsonaro declara que deve vetar dinheiro para o fundo partidário

    Aprovado pelo Congresso e representando quase o triplo do previsto para a eleição passada, o aumento do "Fundão" foi de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões

     

     

     Segundo o presidente, o dinheiro pode ser melhor empregado na construção de pontes e construção de malha rodoviária, por exemplo.
    Segundo o presidente, o dinheiro pode ser melhor empregado na construção de pontes e construção de malha rodoviária, por exemplo. | Foto: Reprodução

    Brasília - O presidente Jair Bolsonaro deu garantia do seu veto no aumento do fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões, aprovado na última quinta-feira (15) pelo Congresso na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022: “Posso adiantar para você que não será sancionada”, disse o presidente em entrevista exclusiva para a Rádio Nacional da Amazônia, que teve trechos exibidos no programa A Voz do Brasil desta segunda-feira (19).

    “A tendência nossa é não sancionar isso daí em respeito aos trabalhadores, ao contribuinte brasileiro”, disse o presidente. Segundo ele, o dinheiro pode ser melhor empregado na construção de pontes e construção de malha rodoviária, por exemplo.

      Polêmico, o aumento do Fundo Especial de Financiamento de Campanha foi de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões, representando quase o triplo do previsto para a eleição passada. Públicos, os recursos do fundo são divididos entre os partidos políticos para financiar as campanhas eleitorais. De acordo com o texto, a verba do fundo será vinculada ao orçamento do Tribunal Superior Eleitoral, prevendo 25% da soma dos orçamentos de 2021 e 2022.  

    A repercussão negativa resultou, inclusive, em uma ação impetrada por parlamentares para anular a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022 e barrar o aumento bilionário do fundo eleitoral, por meio do Supremo Tribunal Federal. Nesta segunda-feira (19), o ministro Nunes Marques foi sorteado como relator da ação.

    A peça é de autoria do Movimento Livres e recebeu assinaturas dos deputados federais Tiago Mitraud (Novo-MG), Adriana Ventura (Novo-SP), Vinicius Poit (Novo-SP), Tabata Amaral (PDT-SP), Felipe Rigoni (PSB-ES) e Daniel Coelho (Cidadania-PE), e do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Segundo eles, as votações em torno da LDO descumprem o regimento do Congresso Nacional.

    Auxílio Emergencial e novo programa de renda 

    Na ocasião, o presidente comentou que, mesmo com a pandemia, o Brasil conseguiu encerrar o ano passado com mais empregos do que no ano anterior. Jair Bolsonaro também falou sobre o auxílio emergencial que o governo vem pagando aos brasileiros em função da pandemia de covid-19. No ano passado foram pagas 5 parcelas de R$ 600 às famílias que comprovassem necessidade.  “Nós gastamos em auxílio emergencial em 2020 o equivalente a mais dez anos de Bolsa Família”, disse.  E comentou que o novo programa de transferência de renda que deverá substituir o Bolsa Família deve ter um incremento de mais de 50% no valor que é pago atualmente. 

    Vacinação

      Jair Bolsonaro falou também sobre o andamento da vacinação no país. Disse que, excetuando os países produtores de imunizantes, o Brasil é o país que mais tem vacinado no mundo. Segundo ele, no Brasil já foram distribuídas mais de 150 milhões de doses de vacina e mais de 100 milhões de pessoas já tomaram a primeira dose. “Mais da metade das pessoas acima de 50 anos já estão vacinadas”, disse. Comentou também sobre o apoio do governo federal a estados e municípios no combate à pandemia. Segundo ele, foram cerca de R$ 700 bilhões repassados para o combate da covid-19 para abertura de leitos de UTI, compra de insumos.  

    Amazônia 

    “A Amazônia é uma região riquíssima.”, disse. Segundo o presidente, está a cargo do Ministério de Minas e Energia um projeto que permita às comunidades indígenas que vivem em terras demarcadas desenvolver atividades como garimpo, criação de pequenas centrais hidrelétricas e cultivo de plantações. “Algumas comunidades indígenas estão vibrando com a possibilidade de aprovar esse projeto para dar dignidade a eles”. Bolsonaro também falou sobre a distribuição de títulos da reforma agrária na região.

    “Em dois anos de governo nós distribuímos mais títulos do que nos últimos 20 anos.”, disse. O presidente disse que também trabalha para a eliminação de gargalos que impedem a exportação, a exemplo do asfaltamento da BR-163 “Que eram uns 50 km apenas, mas que levavam uns 10 dias de chuva para um caminhão carregado passar. O Tarcísio [de Freitas, ministro da Infraestrutura] asfaltou isso daí”.

    Saúde 

    O presidente também comentou sobre seu estado de saúde.  Segundo ele, o quadro de obstrução intestinal foi agravado por uma crise de soluços. Mas ele garante que o problema já foi resolvido. “Eu estou bem, 100%”. E concluiu: “Estou bem e vou cumprir essa missão até o último dia”.

    *Com informações da Agência Brasil

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