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    Crise climática já ameaça direitos humanos, diz Anistia Internacional

    A ONG destaca que essa crise manifesta injustiças enraizadas nas sociedades e terá impactos desiguais em diferentes grupos populacionais

     

     

    A crise ameaça direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais das gerações atuais e futuras
    A crise ameaça direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais das gerações atuais e futuras | Foto: Divulgação

    Brasília - Em relatório divulgado nesta sexta-feira (13) pela organização não governamental (ONG) Anistia Internacional, foram alertadas mudanças climáticas que representam uma crise de direitos humanos de proporções sem precedentes. A ONG destaca que essa crise manifesta injustiças enraizadas nas sociedades e terá impactos desiguais em diferentes grupos populacionais. 

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    Quando os impactos das mudanças climáticas atingem um país ou uma comunidade, seus efeitos colaterais podem prejudicar seriamente a garantia do direito a uma vida digna, ameaçar uma série de liberdades e, em muitos casos, até mesmo pôr em risco a sobrevivência cultural de povos inteiros "

    , afirma a ONG.

     

    Para a Anistia Internacional, encarar a crise climática como uma emergência de direitos humanos ajuda a mobilizar um espectro maior de pessoas a demandar uma resposta dos governantes. Ao mesmo tempo, a ONG argumenta que, quando os Estados não tomam medidas suficientes para evitar os danos aos direitos humanos causados pelas mudanças climáticas, eles violam obrigações pactuadas no direito internacional sobre direitos humanos. 

      O relatório cita desastres ambientais recentes como ondas de calor, incêndios florestais, tempestades tropicais e secas para alertar que o nível atual do aquecimento global, com a temperatura média 1,1ºC acima dos níveis pré-industriais, já traz impactos devastadores. Segundo a Anistia Internacional, entre 2008 e 2018, 20,88 milhões de pessoas por ano tiveram que se deslocar de seus países por eventos relacionados ao clima, e o problema tende a se agravar se a temperatura continuar a subir.  

    "Esses eventos, combinados aos lentos impactos das mudanças climáticas, como a elevação do nível do mar, afetam gravemente a garantia dos direitos humanos de milhões de pessoas", diz o relatório, que elenca uma série de prejuízos, como no direito à alimentação, água potável e saneamento básico. 

     *Com informações da Agência Brasil 

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