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    Manifestações


    Indígenas cancelam protesto por causa de ato pró-Bolsonaro em Brasília

    Os povos tradicionais pretendiam iniciar um ato intitulado Marcha das Mulheres Indígenas com manifestações nas ruas do Distrito Federal (DF)

     

    São aguardadas, aproximadamente, 4 mil mulheres divididas em delegações vindas dos quatro cantos do país, juntando-se às mais de 170 etnias já acampadas na Fundação Nacional de Artes (Funarte). Os manifestantes pretendem realizar outros atos até o próximo sábado (11).
    São aguardadas, aproximadamente, 4 mil mulheres divididas em delegações vindas dos quatro cantos do país, juntando-se às mais de 170 etnias já acampadas na Fundação Nacional de Artes (Funarte). Os manifestantes pretendem realizar outros atos até o próximo sábado (11). | Foto: Divulgação


    Brasília - Acampados em Brasília desde o dia 22 de agosto em decorrência do julgamento do "Marco Temporal" pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os indígenas que lutam pela demarcação de terras decidiram cancelar os atos que seriam realizados nesta terça-feira (7). A decisão foi tomada por causa das manifestações bolsonaristas  que estão acontecendo no mesmo dia na Esplanada dos Ministérios.

      Os povos tradicionais pretendiam iniciar um ato intitulado Marcha das Mulheres Indígenas com manifestações nas ruas do Distrito Federal (DF). No entanto, para evitar confrontos, decidiram se resguardar e permanecer no acampamento.  

    São aguardadas, aproximadamente, 4 mil mulheres divididas em delegações vindas dos quatro cantos do país, juntando-se às mais de 170 etnias já acampadas na Fundação Nacional de Artes (Funarte). Os manifestantes pretendem realizar outros atos até o próximo sábado (11).

    A poucos metros do acampamento, ocorre o Grito dos Excluídos, protesto organizado por grupos de esquerda, contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A Polícia Militar faz a segurança do grupo. 

    Entenda o Marco Temporal

    De grande repercussão, a tese do Marco Temporal propõe que os indígenas somente teriam direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal. O STF trata do caso para decidir disputa pela posse da Terra Indígena Ibirama, em Santa Catarina.  

    A área é habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani. O processo relatado pelo ministro Edson Fachin tem a chamada repercussão geral, e isso significa que a decisão tomada servirá de baliza para outros casos semelhantes decididos em todo o Judiciário.  

    *Com informações do Metrópoles

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