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    7 de setembro


    Ministros do STF se reúnem para discutir reação a Bolsonaro

    O presidente do STF deve repudiar as ameaças de desobediência a ordens judiciais feitas pelo presidente da República neste 7 de setembro

     

     

    Recentemente, Fux cancelou reunião com Bolsonaro e com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
    Recentemente, Fux cancelou reunião com Bolsonaro e com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) | Foto: Divulgação

    Brasília - Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniram virtualmente, nesta terça-feira (7), para alinhar reação aos ataques frontais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à Corte – e principalmente ao ministro Alexandre de Moraes.

    No encontro, ficou definido que o presidente do STF, ministro Luiz Fux, fará pronunciamento nesta quarta (8), e deve repudiar em termos claros e duros as ameaças do chefe do Executivo federal. A fala ocorrerá na abertura do plenário, antes da sessão de julgamentos.

    Bolsonaro chegou a dizer que não cumprirá decisões judiciais que vierem a ser expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes. E ainda ameaçou o magistrado: “Ou se enquadra ou pede para sair”. Diante dos ataques, foi consenso, entre os ministros, a necessidade de uma resposta às falas do chefe do Executivo federal.

      Recentemente, Fux cancelou reunião com Bolsonaro e com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O encontro, idealizado pelo próprio ministro, era para tentar reduzir a tensão com o mandatário da República. A crise entre os dois Poderes tornou-se ainda mais profunda após as manifestações de Bolsonaro neste 7 de Setembro.  

    Na ocasião, em duras palavras, Fux reclamou das ofensas de Bolsonaro a membros da Suprema Corte e ao processo eleitoral brasileiro. A avaliação é que o presidente do STF subirá o tom no discurso desta quarta.

    "

    O presidente da República tem reiterado ofensas e ataques de inverdades a integrantes desta Corte, em especial aos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Além disso, Sua Excelência mantém a divulgação de interpretações equivocadas de decisões do Plenário, bem como insiste em colocar sob suspeição a higidez do processo eleitoral brasileiro "

    , disse, na época.

     

    *Com informações do Metrópoles

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