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    Judiciário


    "STF não se destrói", diz Cármen Lúcia, sem citar Bolsonaro

    No dia 7 de setembro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não seguiria mais as ordens do Supremo e chamou o ministro Alexandre de Moraes de "canalha"

     

    A ministra afirmou que cabe ao Judiciário “atuar em seu limite para suprir a sombra social que atinge o cidadão”.
    A ministra afirmou que cabe ao Judiciário “atuar em seu limite para suprir a sombra social que atinge o cidadão”. | Foto: Divulgação


    Brasília - Ao final da sessão que julga o Marco Temporal, nesta quinta-feira (9), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o que está sendo vivido no país é uma “fase difícil”, mas que “este Supremo não se destrói, não se verga e não se fecha”. A fala ocorre após ataques do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra a Corte e, especificamente ao ministro Alexandre de Moraes.

    “Somos um tribunal. Nenhum juiz atingido é atingido isoladamente. Qualquer afronta atinge a todos, porque somos um Supremo Tribunal Federal. Este STF não se verga, não se destrói, não se fecha, porque ele é a projeção da Justiça”, declarou a ministra durante sessão plenária.

    Cármen Lúcia homenageou antecipadamente o ministro Luiz Fux, que amanhã completa um ano como presidente da Corte, e disse que ele tem usado “a força adequada” no momento em que “todo dia é uma agonia”.

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    Vossa Excelência fez desta escolha um compromisso desempenhado com fartura de coragem, em tempo de tantas covardias, mentiras que matam pessoas, porque não podem matar a ciência, e que comprometem a sanidade institucional. Tranquilidade não é nome que se usa para esses dias, mas Vossa Excelência tem a força adequada. Somos todos seus pares, viventes e conviventes desta fase mais que difícil. Todo dia é uma agonia nova. Somos testemunhas da força e da atuação séria e competente de Vossa Excelência nos trabalhos desta casa, nesse país de tantas chagas "

    , continuou.

     

    A ministra afirmou que cabe ao Judiciário “atuar em seu limite para suprir a sombra social que atinge o cidadão”.

    “Atos de afronta às autoridades voltam-se contra a democracia. Não se afronta o Judiciário, afronta-se a autoridade de constituições. Somos, no STF, juízes que juraram cumprir a Constituição e guardá-la. Não trair o juramento que fizemos é honrar a história”, finalizou.

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