Fonte: OpenWeather

    Paralisação


    "Existe outra maneira", diz Alberto Neto sobre greve dos caminhoneiros

    Vice-líder de Bolsonaro na Câmara, o deputado federal amazonense chegou a tentar o diálogo com manifestantes em Brasília. As interdições de rodovias foram iniciadas após os atos de 7 de setembro

     

     

    Vice-líder do governo, o parlamentar pediu por "outra maneira" de protestar.
    Vice-líder do governo, o parlamentar pediu por "outra maneira" de protestar. | Foto: Reprodução

     

    Brasília - O movimento de paralisação dos caminhoneiros pelo país chega ao seu segundo dia consecutivo nesta quinta-feira (9). As interdições de rodovias foram iniciadas após os atos de 7 de setembro, quando diversos profissionais da área participaram de manifestações pró-governo. Ao mesmo tempo, temendo consequências econômicas, membros da base governista e outros parlamentares amazonenses criticaram a greve. 

    No âmbito do Congresso Nacional, esse é o caso, por exemplo, do deputado federal Capitão Alberto Neto (Republicanos). Vice-líder do governo,  o parlamentar chegou a tentar o diálogo com manifestantes em Brasília, ainda na quinta-feira (9). Na ocasião, ele pediu por "outra maneira" de protestar. 

    "

    O pleito dos caminhoneiros é mais do que legítimo. Porém, vamos encontrar outra maneira para estabelecer a democracia, quebrada por um ministro do STF. Não podemos prejudicar os mais necessitados nesse momento tão difícil do nosso País "

    , disse nas redes sociais.

     

    O próprio presidente Jair Bolsonaro divulgou áudio em aplicativos de mensagem, onde pedia aos caminhoneiros que não seguissem com a paralisação, ainda na quarta-feira (8). No entanto, os manifestantes acreditavam tratar-se de fake news. Quando o ministro Tarcísio Gomes confirmou a veracidade da solicitação, o movimento dividiu-se entre acatar o pedido e permanecer no ato. 

    Paralisação

     

    Os caminhoneiros do Amazonas reivindicam melhores condições na BR-319 e diminuição do preço na gasolina
    Os caminhoneiros do Amazonas reivindicam melhores condições na BR-319 e diminuição do preço na gasolina | Foto: Brayan Riker


    Enquanto as tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se intensificam, manifestações de caminhoneiros anti-STF são registradas em 16 estados, segundo boletim do Ministério da Infraestrutura com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

      Ainda de acordo com boletim divulgado pela PRF, foram registrados pontos de concentração em rodovias federais de 10 estados, mas as vias já estavam totalmente liberadas. Nos estados de SC, RS, PR, RO, MS, BA, PA, MT, GO e TO o trânsito está liberado, mas ainda há abordagem a veículos de cargas. Os estados de MA, MG, RO, PI E RJ têm pontos isolados de concentração.  

    No Amazonas, em apuração realizada pelo portal EM TEMPO, os caminhoneiros da região não paralisaram suas atividades, mas negociaram greve com a PRF e abordaram caminhões na estrada para estender convite à manifestação. 

    Oposição se manifesta 

    Além das manifestações nas rodovias, caminhoneiros também seguem bloqueando vias da Esplanada dos Ministérios, em Brasília: seguem interditadas a N1 e a S1. Os manifestantes viraram a noite na Esplanada. Houve movimentação de viaturas policiais para reforçar a segurança. Para o deputado federal Zé Ricardo (PT), as motivações da paralisação devem ser bem definidas e dependendo delas, os atos são legítimos. 

    "Eu não consigo entender por completo essa paralisação dos caminhoneiros, se foram as lideranças que apoiaram o Bolsonaro que a estão realizando, é uma total incoerência. Afinal de contas, o caminhoneiro sofre com o aumento do custo de vida, principalmente com o preço dos combustíveis, tornando cada vez mais difícil o transporte de cargas", disse. 

    O vice-presidente da Câmara Federal, Marcelo Ramos (PL), também criticou o movimento e apontou as consequências eminentes da paralisação no país. 

    "Qualquer governo já deveria ter usado o que tem. Os líderes dessa manifestação têm que ser responsabilizados, porque não é contra 'A' ou contra 'B', é contra o Brasil. Já temos a inflação sobre a cesta básica, gás, gasolina descontrolada. Uma paralisação gera desabastecimento e tende a gerar pressão inflacionária", comentou. 

    Leia mais:

    "STF não se destrói", diz Cármen Lúcia, sem citar Bolsonaro

    Câmara aprova novas regras para distribuição de “sobras” eleitorais

    Julgamento do Marco Temporal é adiado novamente pelo STF