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    Senado


    "Sinalização positiva", diz Pacheco sobre nota de Bolsonaro

    O presidente do Senado salientou que a expectativa é que o conteúdo da carta perpetue uma pacífica relação entre os Poderes a partir de agora

     

    | Foto: Divulgação


    Brasília - Ao sair de evento de comemoração aos 40 anos do Memorial JK, em Brasília, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) concedeu entrevista à imprensa. Questionado sobre as manifestações contra o presidente da República, realizadas em várias cidades do Brasil neste domingo, Pacheco disse que respeita os temas e causas reivindicados pela sociedade civil.  

    O senador acrescentou que entende como uma “sinalização positiva” a carta à nação apresentada por Jair Bolsonaro, após as manifestações do Dia da Independência. Pacheco salientou que sua expectativa e confiança são de que o conteúdo da carta se perpetue como a tônica da relação entre os Poderes a partir de agora.   

    Pacheco salientou que sua expectativa e confiança são de que o conteúdo da carta perpetue uma pacífica relação entre os Poderes a partir de agora.   

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    O bem comum se constrói num ambiente democrático. Então, nós precisamos é de união e de pacificação no país, que passa por um momento de crise, sobretudo com a iminência de inflação, a realidade do desemprego, da fome e da miséria, de uma crise energética e de uma crise hídrica que recomendam realmente que se coloque à mesa qual o planejamento e as ações que nós temos para enfrentar e solucionar o problema. Portanto, eu acredito muito nessa possibilidade de união nacional em favor do que interessa ao povo brasileiro "

    , concluiu.

                       

    Nota à imprensa

     O "pedido de desculpas", protagonizado após encontro de Bolsonaro com Temer, teve grande repercussão nas redes sociais. O documento, em que o presidente afirmou nunca ter “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”, foi publicado no site do Planalto dois dias depois das manifestações do dia 7 de setembro, momento em que Bolsonaro chegou a dizer que não seguiria mais as ordens do Supremo Tribunal Federal (STF).  

    “Quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum”, diz o texto assinado por Bolsonaro.

    Manifestações

    O ato deste sábado (12), convocado principalmente pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e o Movimento Vem Pra Rua, pede o impeachment de Jair Bolsonaro. Em uma tentativa de unificar forças, o movimento contou com a presença de diversos segmentos ideológicos, juntando partidos e entidades da esquerda à direita.

    A avaliação entre os organizadores é que o enfraquecimento de Bolsonaro nas últimas semanas contribuiu para aumentar a adesão.  

    *Com informações da Agência Senado