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    CPI da Pandemia


    Barros processará Renan Calheiros por denunciação caluniosa na CPI

    No relatório da CPI da Covid, Ricardo Barros, líder do Governo na Câmara, é citado mais vezes do que o presidente Jair Bolsonaro

     

     

    | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - Nesta terça-feira (19), o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) anunciou que irá processar o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid-19, por abuso de autoridade e denunciação caluniosa. A última versão do relatório de Calheiros cita o líder do governo na Câmara mais vezes que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

    Enquanto o chefe do Executivo é lembrado 79 vezes pelo emedebista no documento de 1.178 páginas, o deputado federal tem 91 menções.

    "

    O senador Renan Calheiros não engoliu minha participação na CPI, que desmoralizou documentalmente a narrativa da CPI da Pandemia. E não tendo encontrado ninguém que confirmasse minha participação na Covaxin, quer produzir denúncia sobre a gestão no Ministério da Saúde, período anterior à pandemia. Vou processá-lo por abuso de autoridade e denunciação caluniosa "

    , informou Barros, em nota.

     

    As acusações do relatório de Renan

    O relator da comissão parlamentar destinou cinco subcapítulos do texto para tratar especificamente do suposto envolvimento de Barros com negociações do Ministério da Saúde – pasta que comandou durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). Em contrapartida, as citações ao nome de Bolsonaro aparecem ao longo de todo relatório, em diferentes momentos contextualizados pelo autor.

    Os capítulos esmiúçam, segundo Calheiros, a relação do deputado federal com o mercado de medicamentos e de vacinas, em suposto esquema voltado a beneficiar empresas de parceiros e em prol de benefício próprio. O senador acredita que a rede de troca de favores possa ter começado após a participação de Barros no comando da Saúde.

      Em um dos subcapítulos, Calheiros aborda o envolvimento do líder do governo com o setor empresarial, em especial com farmacêuticas. Segundo informações encaminhadas pela Receita Federal ao colegiado, Barros tem participação societária em mais de 20 empresas. Em uma delas, a RC1, o deputado apresenta 50% das participações, enquanto a esposa, Maria Aparecida Borghetti, assume o restante.  

    De acordo com o relator da CPI, pelo menos uma dezena de empresas em nome do deputado seguem abertas, sem funcionários e sem faturamento, segundo apontam as análises.

    *Com informações do Metrópoles

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