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    Precatórios


    Lira contraria Bolsonaro e não vê espaço para aumento de servidores

    O presidente da República defendeu reajuste ao funcionalismo público se PEC dos Precatórios for aprovada

     

     

    | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou, nesta quinta-feira (18), que não vê espaço para o reajuste dos servidores anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) após a aprovação da PEC dos Precatórios na Casa na última semana.

    “Eu absolutamente não vi esse espaço. Não conheço esse espaço. Os números que foram apresentados pela pasta da Economia à Câmara não previam esse aumento. Eu penso que aquele portfólio de custo amplamente divulgado à imprensa seja honrado para que a gente tenha a fidedignidade do que foi acertado nas discussões do plenário. Não lembro de nenhum tipo de espaço para dar nenhum tipo de aumento”, declarou Lira a jornalistas.

    Em tour pelo Oriente Médio, o presidente da República defendeu reajuste ao funcionalismo público se a PEC dos Precatórios for aprovada no Senado.

    Insistência de Bolsonaro

    Nesta terça-feira (16) , o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deu declarações de que  pretende usar uma parte da folga fiscal gerada pela eventual aprovação da PEC dos Precatórios na concessão de aumento salarial para servidores federais.

    "A inflação chegou a dois dígitos. Conversei com o (ministro da Economia) Paulo Guedes, e em passando a PEC dos Precatórios, tem que ter um pequeno espaço para dar algum reajuste. Não é o que eles (servidores) merecem, mas é o que nós podemos dar", afirmou.

    Segundo Bolsonaro, a urgência do aumento também se deve aos efeitos da pandemia da Covid-19.

    "Por causa da inflação, os servidores estão há dois anos sem reajuste. Com a questão da pandemia, isso (aumento) até se justifica, porque muita gente perdeu o emprego ou teve até seu salário reduzido", acrescentou.

    Bolsonaro não disse de quanto seria o aumento, mas afirmou que toda a máquina administrativa federal seria beneficiada. "(O reajuste é para) Todos os servidores federais, sem exceção", disse.

    A proposta de emenda libera cerca de R$ 90 bilhões do orçamento, por meio de artifícios como a mudança na forma como o teto de gastos é calculado, além de permitir o parcelamento do pagamento de precatórios, que são dívidas decorrentes de sentenças judiciais.

    A emenda já foi aprovada na Câmara, mas enfrenta mais dificuldades no Senado, onde precisa ser aprovada em dois turnos com quórum qualificado.

    Apesar do aceno de aumentos, Bolsonaro diz que permanecerá sendo bastante restritivo quanto à liberação de novos concursos públicos para servidores.

    "Concurso público (vamos autorizar) apenas o essencial, como fizemos com a PF (Polícia Federal) e PRF (Polícia Rodoviária Federal)".

    Com essas medidas, declarou o presidente, o compromisso com o equilíbrio fiscal de seu governo está mantido. "Dessa maneira, estamos mostrando responsabilidade", afirmou.

    *Com informações do Metrópoles 

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