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    Saúde


    Governo Federal discutirá planos contra variante ômicron

    A reunião interministerial também contará com presença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

     

     

    | Foto: Divulgação

    Brasília (DF) - O Ministério da Saúde deve realizar nesta terça-feira (30), reunião interministerial a fim de avaliar planos e ações de enfrentamento à variante ômicron, cepa do novo coronavírus originada no sul da África e que vem se espalhando rapidamente pelo mundo.

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também deve participar da agenda. O objetivo é balizar as medidas que serão implementadas pelo governo nas próximas semanas.

    Além de iniciativas sanitárias, as autoridades devem discutir durante a reunião pontos como a continuidade ou não das restrições de voos originários de seis países do continente africano. Devem participar do encontro o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, e outros.

    A agenda ainda não foi oficializada pelo Ministério da Saúde, mas foi antecipada a secretários estaduais de Saúde que participaram de reunião hoje com dirigentes da pasta.

    O ministro Marcelo Queiroga, responsável por recepcionar os colegas, buscou hoje passar uma mensagem positiva em relação ao alastramento da ômicron. Em cerimônia realizada na Bahia para formalizar a compra de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer, Queiroga voltou a dizer que a nova cepa é "uma variante de preocupação, mas não é uma variante de desespero".

    "Não é uma variante de desespero porque nós temos autoridades sanitárias comprometidas com assistência de qualidade à nossa população. Hoje temos mais de 42 mil leitos de UTI. Todos esses leitos foram habilitados com valor de diária dobrado. Foram equipados com respiradores, com bombas de infusão. E hoje, se houver uma virtual terceira onda, teremos uma condição muito melhor de assistir à nossa população."

    Na última sexta (26), Queiroga havia justificado e defendido a iniciativa do governo brasileiro de restringir a livre circulação com países africanos. Segundo ele, tratava-se de uma "necessidade" para que a ômicron não venha a provocar um "impacto grave".

    "Vamos fechar as fronteiras aéreas para 6 países da África: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. A medida foi necessária para que a nova variante do coronavírus não cause grave impacto no Brasil."

    Até o momento, o Ministério da Saúde investiga um caso isolado de um brasileiro que teve teste positivo para a covid-19 ao desembarcar em São Paulo de um voo originário da África. Não há ainda a confirmação que o caso seja da variante ômicron.

    *Com informações do UOL 

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