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    Novo partido


    De olho na reeleição, Bolsonaro oficializa filiação ao PL

    Após meses de articulações e acertos, Bolsonaro chega ao seu novo partido em clima de familiaridade

     

    | Foto: Divulgação

    Brasília (DF) - O Presidente Jair Messias Bolsonaro, filiou-se na manhã de terça-feira (30), ao Partido Liberal (PL) em cerimônia fechada para ministros, parlamentares e governadores. Após meses de articulações e acertos, Bolsonaro chega ao seu novo partido em clima de familiaridade.

    Eleito presidente em 2018 pelo PSL, Bolsonaro deixou o partido no ano seguinte e permaneceu sem filiação até agora. O ato é necessário para ele ser apto a concorrer à eleição presidencial de 2022. Apesar da decisão de se juntar ao PL, ele ainda anunciou oficialmente sua candidatura para reeleição no ano que vem.

    "Estou me sentindo aqui em casa, dentro do Congresso Nacional, aquele plenário da Câmara dos Deputados, tendo em vista a quantidade enorme de parlamentares aqui presentes. Vocês me trazem lembranças agradáveis, lembranças de luta, de embate, mas, acima de tudo, momentos em que nós, juntos, fizemos pelo nosso país. Eu vim do meio de vocês. Fiquei 28 anos dentro da Câmara dos Deputados”, disse o presidente na cerimônia.

    Bolsonaro, em várias declarações demonstrou que sua união ao grupo é resultado de inúmeras conversas e negociações com o presidente da legenda, Waldemar Neto, tendo em vista que o presidente não estaria de acordo com alguns posicionamentos do partido, como alianças estaduais definidas.

    Durante as articulações de conciliações com o PL, o presidente chegou a justificar sua escolha, informando que estar ligado a um grupo que não tenha suas referências atreladas a esquerda política.

    “Prefiro estar no Centrão do que no esquerdão, lá você não consegue nada de bom para o país”, disse ele.

    Filiados que Bolsonaro encontrará no PL

    Ao chegar no PL, Bolsonaro encontrará políticos que já se manifestaram publicamente como opositores. Como exemplo no Amazonas, é possível citar o deputado Marcelo Ramos (AM), atual vice-presidente da Câmara.

    No início de novembro, Ramos já havia se manifestado sobre eventual filiação do chefe do Executivo federal ao partido e afirmou que está aguardando a hora certa para decidir o que fazer. Em declarações anteriores o deputado já havia deixado claro que a filiação do presidente, seria um ato que traria incômodo.

    Nesta segunda, Marcelo disse que não estaria dividindo o palanque de comemorações do partido e ainda não daria declarações acerca de suas decisões.

     

    | Foto: Divulgação

    A lista inclui empresários e personalidades famosas, como o deputado federal Tiririca, de São Paulo, e o senador Romário, do Rio de Janeiro. Ex-ministros de gestões passadas também integram o partido. São os casos de Alfredo Nascimento (AM), ministro durante os governos dos petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, e Maurício Lessa (AL), ex-auxiliar de Michel Temer (MDB) e atual secretário de Renan Filho, governador de Alagoas, do MDB. O líder alagoano é filho de um dos maiores rivais de Bolsonaro, o senador Renan Calheiros, relator da CPI da Covid-19.

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