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    Presidente Eleito


    Posse de Bolsonaro terá esquema máximo de segurança em Brasília

    Apesar das preocupações da equipe de transição, desfile em carro aberto deverá ser mantido, mas bloqueadores de celular e de drone serão utilizados

    Presidente eleito Jair Bolsonaro durante anúncio do novo ministro das Relações Exteriores, no CCBB.
    Presidente eleito Jair Bolsonaro durante anúncio do novo ministro das Relações Exteriores, no CCBB. | Foto: Sergio Lima

    Brasília -Os preparativos para a cerimônia de posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), no dia 1º de janeiro de 2019 começam a tomar forma e a lista de exigências da equipe de transição não param de crescer. A preocupação com a segurança de Bolsonaro é grande, tendo em vista o histórico recente que inclui um atentado a faca e diversas ameaças de morte.

    Os trabalhos estão sendo coordenados pelo futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, junto à Polícia Federal (PF). Até agora, o tradicional desfile em carro aberto do presidente eleito e da primeira dama está mantido, mas serão utilizados bloqueadores de sinal de telefones celulares e de drones para reforçar a segurança de Jair e Michelle Bolsonaro durante o trajeto pela Esplanada dos Ministérios.

    Por falar na Esplanada, já está definido que a avenida ficará fechada a partir de 30 de dezembro para que o esquadrão antibomba possa fazer uma checagem completa do local antes da cerimônia. Além disso, para limitar ainda mais o trânsito de pessoas no local, o Palácio do Planalto estuda suspender o expediente dos funcionários públicos nos dias 30 e 31 de dezembro.

    O que poderia ser visto com bons olhos está deixando todos preocupados já que geralmente esses são dias extremamente movimentados na Esplanada, sobretudo no Ministério do Planejamento, por causa da corrida das pastas para empenhar recursos do Orçamento a fim de garantir verbas para projetos considerados prioritários antes do fim do ano. No geral, quando muda o ano fiscal, recursos que não foram utilizados antes acabam ficando presos.

    Tanta preocupação é reforçada por mais de uma ameaça de morte contra Bolsonaro que foram interceptadas recentemente e ainda estão sendo investigadas pela polícia. A informação foi revelada pelo atual ministro do GSI , general Sérgio Etchegoyen, que afirmou, durante evento de comemoração de 80 anos da criação do Gabinete com status de Ministério, que o presidente eleito sofreu novas ameaças no período de 15 dias anteriores a sua fala em 3 de dezembro.

    Na ocasião, Etchegoyen disse também que "temos um presidente que sofreu um atentado e vem sofrendo agressões constantes, basta ver nas mídias sociais, a quem tem que ser dada a garantia, não a ele, mas também ao vice-presidente, das melhores condições de governo", afirmou o ministro. "Certamente a segurança do presidente eleito, da nova administração, exigirá cuidados mais intensos, mais precisos”, completou.

    Desde então, operações da Polícia Civil no Rio de Janeiro e no Recife prenderam pelo menos duas pessoas suspeitas de ameaçar Bolsonaro e o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão.