Notas da Contexto


Porte de arma, contra ou a favor?

Em pesquisa Datafolha mostra que a maioria da população (61%) é contra facilitar o acesso à posse de arma, temendo mais violência

O governo deve enfrentar também a reação das entidades da sociedade civil e especialistas em segurança pública, que já começaram a preparar a resistência contra o acesso facilitado às armas no país
O governo deve enfrentar também a reação das entidades da sociedade civil e especialistas em segurança pública, que já começaram a preparar a resistência contra o acesso facilitado às armas no país | Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) cumpriu o que prometeu na campanha: armar os brasileiros.

Nesta terça-feira (15) ele assinou um decreto em que permite o porte e a compra de até quatro armas para uma pessoa acima de 25 anos. No entanto, pesquisa Datafolha mostra que a maioria da população (61%) é contra facilitar o acesso à posse de arma, temendo mais violência.

O governo deve enfrentar também a reação das entidades da sociedade civil e especialistas em segurança pública, que já começaram a preparar a resistência contra o acesso facilitado às armas no país.

Armas e violência

A ideia é reunir diversos setores, inclusive as igrejas, para chamar a atenção da sociedade sobre as possíveis consequências de armar a população.

Sou da Paz

O Instituto Sou da Paz é uma das entidades que fazem parte da iniciativa e iniciará uma campanha nacional para reforçar o entendimento de que o combate à violência e ao crime se dá por meio de investimento em segurança, e não armando a população.

Retrocesso

— Será um retrocesso e deve acelerar as mortes violentas com armas de fogo –, disse Ivan Marques, diretor-executivo do instituto, ao jornal Folha de São Paulo.

Banho de sangue

Em entrevista no mês de novembro do ano passado, Ivan afirmou:

— Insistir em armar a população é transformar a sociedade num banho de sangue.

Industria da arma

No Amazonas, o deputado disse José Ricardo (PT) que a medida favorece a indústria das armas de fogo e pode ampliar a violência.

— Sou contrário. Acho que armar a população não parece ser uma política que vai ajudar a diminuir a violência.

Dever do Estado

Ricardo ainda afirmou que o presidente Jair está repassando uma responsabilidade dele para a população, que pode ser frustrada.

— Segurança é um direito e é responsabilidade do Estado. O Estado está repassando a responsabilidade para o cidadão.

Mas vai dar certo!

Para o deputado federal Delegado Péricles (PSL), a medida é uma promessa de campanha e dará certo assim como deu em outros países.

— É um compromisso de campanha baseado em estudos comparados com outros países, onde essa medida reduziu a criminalidade.

Salto alto e AR-15

A deputada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) divulgou um vídeo gravado nos Estados Unidos em que aparece praticando tiro ao alvo com uma pistola e um fuzil de sua propriedade, que ela mantém na América do Norte.

— Nos EUA ando de salto agulha e AR-15 –, disse a deputada.

Tiros para comemorar

Joice publicou a gravação no Twitter, com o comentário em que comemora o decreto assinado nessa terça-feira (15) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) que flexibiliza a posse de armas no país e se compromete a lutar pela facilitação do porte.

Cheirinho de presidência

A pouco mais de duas semanas da abertura dos trabalhos da nova legislatura da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), o deputado Josué Neto (PDS) tem marcado presença forte nos seus gabinetes e na diretoria geral, em pleno período de recesso parlamentar.

Dança das cadeiras

Candidato a presidente do Poder, Neto já assume a postura de vencedor no pleito, que será realizado na primeira sessão plenária, no dia 1º de fevereiro.

Apoio do homem

Nos bastidores dizem que ele conta com apoio do governador Wilson Lima (PCL) e que já conversou sobre revezamento com Belarmino Lins.

Acordo de última hora

Cogita-se que, na última hora, Belão pode retirar sua candidatura e aderir à chapa de Josué, como 1º presidente.

Troca-troca

A ideia é que Josué cumpra um mandato de dois anos, de 2019 a 2020, e nos próximos dois anos, de 2021 a 2022, o Belarmino volte à presidência depois de dez anos longe do comando do timão legislativo.

Ação humanitária

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado David Almeida (PSB), sai do parlamento deixando mais uma ação humanitária.

Fazenda Esperança

Conseguiu aprovar junto ao Orçamento do Estado um recurso na ordem de R$ 200 mil para apoiar os trabalhos realizados pela Fazenda da Esperança no Amazonas.

Energia solar

O recurso visa a implantar o projeto de energia solar e reduzir custos de manutenção das casas de acolhimento da Fazenda da Esperança, localizada na BR-174.

Obras da UEA

O secretário estadual de infraestrutura (Seinfra), Carlos Henrique Lima, fez um mapeamento das obras da UEA no interior do Estado.

Na reunião, que ocorreu no início desta semana com o reitor da UEA - Cleinaldo Costa -, o titular da Seinfra conheceu as principais demandas nas estruturas dos núcleos e centros da instituição nos municípios.

Caixa fora do futebol

Uma pulga se instalou atrás das orelhas dos cartolas do futebol brasileiro.

O superministro de Bolsonaro, Paulo Guedes, ameaça tirar o patrocínio da Caixa Econômica Federal (CEF).

— Às vezes é possível fazer coisas cem vezes melhores, com menos recursos, do que gastar com publicidade em times de futebol –, disse Paulo Guedes.

Rombo nos clubes

O fim da ‘Era Caixa’ no futebol, como ameaça o governo Bolsonaro, geraria rombo superior a R$ 127 milhões e deixaria 25 clubes ‘órfãos’.

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