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    Crise nos Presídios


    Vereador questiona contarato da Umanizzare com governo

    Empresa rebate acusações e afirma que contratos são legais e com total transparência

    Vereador Chico Preto questionou  o silêncio da maioria dos deputados estaduais sobre o massacre nos presídios
    Vereador Chico Preto questionou o silêncio da maioria dos deputados estaduais sobre o massacre nos presídios | Foto: Alcides Netto

    Manaus- Após o massacre que resultou na morte de 55 detentos do sistema prisional do Amazonas, o vereador Chico Preto questionou  o silêncio da maioria dos deputados estaduais sobre o tema e afirmou que se a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) quiser, tem os instrumentos necessários para esclarecer à população a relação da empresa Umanizzare Gestão Prisional e Serviços Ltda com o Governo do Estado.

    “Me parece que a Umanizzare é blindada. Se a Aleam quiser, pode passar a limpo essa relação que tanto gera dúvidas na população amazonense. Sou vereador de Manaus e esse caos acontece na minha cidade por isso me posicione”, disse.

    O parlamentar destacou que desde o início do contrato da Umanizzare com o Governo do Amazonas, em 2015, a empresa já recebeu R$ 836 milhões do estado e neste intervalo houveram duas grandes rebeliões que culminaram na morte de 111 presidiários. Chico Preto lembrou, também, que um relatório do Mistério Público do Amazonas (MP-AM) mostrou que governo estadual paga mensalmente à empresa R$ 4,1 mil por preso, quase o dobro do valor pago na média nacional e três vezes mais que o estado de São Paulo.

    “Não tenho dúvidas que se abrirem a caixa-preta da Umanizzare a (operação) Maus Caminhos vai ser comparada a brincadeira de criança”, afirmou.

    O Portal Em Tempo entrou em contato com a empresa Umanizzare, que por meio do porta-voz, afirmou que os contrato com o governo do estado foi firmado mediante a licitação legal com fiscalização do Ministério Público e que os valores recebidos pelo contrato podem ser conferidos no Portal da Transparência. 

    A empresa afirmou ainda que atua em seis unidades prisionais do Estado e que não procede a informação que o custo médio por preso seja de R$4,1mil por mês. De acordo como porta-voz, o valor médio por preso tem variação em cada unidade prisional, rechaçando a informação que preso do Amazonas seja o mais caro do país. 

    *Com informações da assessoria

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