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    Política


    Reforma administrativa deve ficar para fevereiro

    A primeira ordem de Arthur Neto foi a limpeza imediata da cidade – foto: divulgação

    Enquanto a Câmara Municipal de Manaus (CMM) deve publicar, nesta segunda-feira (07), a convocação extraordinária dos vereadores para discutir projetos do Executivo municipal, o prefeito Arthur Neto (PSDB) deve deixar somente para fevereiro a discussão sobre a reforma administrativa que pretende fazer na Prefeitura de Manaus.

    A sessão extraordinária deverá ser para debater, apenas, a questão do salário do prefeito, vice-prefeito e secretários, cujo aumento causa impacto de R$ 2,5 milhões ao cofre municipal.

    Dos 25 secretários nomeados pelo prefeito, sete deles acumulam dois cargos: Ulisses Tapajós, na pasta de Finanças e Controladoria Geral, Goreth Garcia, na Assistência Social e Administração e coordenação dos bairros, Inês Daou, em Cultura e Turismo, Luiza Bessa, nas fundações municipais Escola de Serviço Público e Inclusão Socioeducacional, Fabrício Lima, em Esportes e Juventude e Lazer, Pedro Carvalho, em Transportes Urbanos e Trânsito, e o vice-prefeito Hissa Abrahão, em Infraestrutura e Habitação e Assuntos Fundiários.

    Desde que anunciou o secretariado, no último dia 27 de dezembro, Arthur afirma que precisa reduzir o número de secretarias, diminuir os custeios para poder aumentar os investimentos na cidade.

    Nos últimos dias, tem anunciado que espera que o rombo nos cofres da prefeitura não ultrapasse R$ 150 milhões, ‘mas pode haver surpresas’.

    Diante do quadro, evidenciado por relatórios da comissão de transição, que trabalha desde o fim do segundo turno, Arthur disse que precisava reduzir o número de secretarias.

    Na tentativa de causar o menor impacto possível nas contas da prefeitura, o prefeito enviou solicitação à Câmara, na semana passada, para que o presidente da casa, vereador Bosco Saraiva (PSDB), convoque os vereadores para sessão extraordinária, a fim de tentar reduzir o próprio salário, de R$ 24 mil para R$ 17 mil, além dos vencimentos do vice-prefeito e dos secretários.

    A tentativa é para que o aumento, aprovado pela CMM em dezembro passado, não seja efetivado. Se o prefeito, vice e secretários receberem o primeiro salário reajustado, a redução não poderá mais ser efetivada.