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    Reforma


    Sinpol-AM está insatisfeito mesmo após policiais ficarem de fora da RP

    O sindicato está insatisfeito com o atual governo Bolsonaro

    A proposta da emenda deixou o sindicato insatisfeito
    A proposta da emenda deixou o sindicato insatisfeito | Foto: Divulgação

     

    Brasília  - Mesmo após a aprovação do texto da Reforma da Previdência, nessa quinta-feira (4), sem integrar policiais e bombeiros militares das mudanças propostas pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o vice-presidente do Sindicato dos Funcionarios da Polícia Civil do Estado do Amazonas (Sinpol-AM), Ordilei Araújo, demonstra insatisfação com o atual governo Jair Bolsonaro. No entanto, ao contrário dele, o deputado federal do Amazonas, que não participou da votação, mas integra a Bancada Militar, o capitão Alberto Neto (PRB) comemorou o resultado obtido na Câmara.

    Para Ordilei, a decisão é um desproposito e questionou. “Em 2017, cerca de 542 policiais foram mortos em razão da profissão. Um policial na ativa vive 45 anos. Como que o governo aumentou a idade mínima para 55 anos? Nós iremos contribuir sem ter o direito de nos aposentar” declarou.

    Alberto Neto ressaltou, que depois da reforma será necessário um Projeto de Lei que impeça os Estados de alterar a previdência dos policiais e bombeiros militares.

    “Por hora, temos essa conquista. Temos uma brecha na Lei que permitirá após a Reforma da Previdência criarmos uma PL que determine a permanência ou até melhorias para categoria se aposentar. É muito importante mantermos um regime diferenciado para os policiais e para os bombeiros militares, e nós continuaremos lutando por isso”, disse.

    Entenda o caso

    Na última terça-feira (2), lideranças dos sindicatos das polícias Civil e Federal de todo o Brasil realizaram uma manifestação em Brasília, Distrito Federal, em protesto por estarem insatisfeitos com a inclusão integral dos órgãos de Segurança Pública na Reforma da Previdência enviada à Câmara dos Deputados. 

    Com gritos de “Bolsonaro traidor”, os agentes de segurança demonstravam a insatisfação com algumas ações de governo do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL-RJ). 

    De acordo com o vice-presidente do sindicato dos funcionários da Polícia Civil do Estado do Amazonas (Sinpol-AM), Odirlei Araújo, a PEC 069/19 retira de todos os agentes da segurança do Brasil a integralidade - o direito de tempo de contribuição para os policiais - e acaba com a pensão vitalícia das famílias em caso de morte em combate.

    “Esse projeto é esdrúxulo [fora dos padrões]. Se um policial morrer em combate, a família perde o direito da pensão vitalícia - que era de 100% - e passa a receber apenas 50% do valor por um tempo determinado. Já quem está preste a se aposentar, terá que trabalhar o dobro. O projeto não tem regra de transição para quem está trabalhando hoje”, destacou Araújo. 

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