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    Política


    Deputado federal demonstra vontade de querer ser prefeito de Manaus

    Carlos comandou um dos programas de maior audiência da televisão local, o ‘Canal Livre’ – foto: divulgação

    O deputado federal Carlos Souza (PP) caiu no gosto do eleitorado graças ao constante contato com a população de Manaus, principalmente a mais carente.

    Ao lado dos irmãos, o deputado estadual Fausto Souza e o ex-deputado estadual Wallace Souza, morto em 2010, Carlos comandou um dos programas de maior audiência da televisão local, o ‘Canal Livre’.

    O sucesso dos apresentadores foi tão grande que colocou os ‘Irmãos Coragem’, como ficaram conhecidos, no topo da lista de parlamentares mais bem votados do Amazonas. Após quase duas décadas de ascensão política, a família Souza sofreu um declínio ao ter seu sobrenome envolvido em uma trama que os ligava a um grupo de extermínio e tráfico de drogas.

    Carlos foi preso e viu sua família sofrer ‘a maior perseguição política já registrada na história do Estado’, como ele mesmo define.

    Passado o turbilhão, o deputado optou por ter uma vida reservada, a valorizar ainda mais a família e a focar suas forças em seu mandato em Brasília. Em entrevista exclusiva ao EM TEMPO, ele falou de seus projetos futuros, de seu mandato federal, de sua experiência como vice-prefeito de Manaus e do sonho de se tornar, um dia, prefeito da cidade.

    EM TEMPO – A ascensão política da família Souza começou com o programa ‘Canal Livre’, fora do ar há mais de 3 anos. O senhor sente falta do programa?

    Carlos Souza – O programa faz muita falta para mim. Aquilo ali era minha vida, meu ideal e tudo que fiz ali foi verdadeiro. E se um dia tiver a oportunidade de voltar ao ar, vou continuar com a mesma intensidade de veracidade, respeito e dignidade aos meus telespectadores. Diariamente a população me pergunta sobre o nosso retorno. Creio que o programa faz muita falta para Manaus.

    EM TEMPO – Como vocês reagiram ao “Caso Wallace”?

    CS – É um momento tão triste em nossas vidas que nem gosto de tocar nesse assunto. Foi um massacre tão grande que mexeu com todos nós, principalmente pela perda do meu irmão. É um assunto que não gosto de tratar. Já fui julgado por Deus e pelo povo.

    EM TEMPO – Os trabalhos na Câmara Federal serão retomados esta semana. Como será a sua atuação em Brasília este ano?

    CS – Com a ausência do programa me dediquei exclusivamente a minha atuação em Brasília. Tenho trabalhado com mais disponibilidade de tempo, sempre em prol da população de Manaus, que me deu a oportunidade de estar lá. Mas, sem ter o programa para apresentar não preciso ficar nessa ponte aérea entre as duas cidades. Isso, com certeza, me deu uma atuação melhor. Fui um dos parlamentares que mais apresentou projetos de lei e proposituras em 2012. Estes últimos anos sem o programa também pude me dedicar mais às comissões de Minas e Energia e da Amazônia, onde sou membro titular. Creio que tive uma boa atuação parlamentar.

    EM TEMPO- O senhor já atingiu a meta de ascensão política ao chegar à esfera federal ou pretende atingir cargos mais altos?

    CS – Todo político que pretende dar o melhor para seu Estado é que nem jogador de futebol: não deseja ficar apenas na escolhinha, e sim passar para o campo dos titulares. Eu pretendo ir buscar cada vez mais espaço na política local para que possa desempenhar um melhor papel no Estado.

    EM TEMPO – O senhor planeja alçar voos mais altos nas eleições de 2014?

    CS – Acho que essa questão ainda está muito longe e fazer lançamento precoce só faz o político ser “bombardeado” desde cedo. E no meu entendimento esse processo político passa pelo nosso grande líder, o governador Omar Aziz. E, pela sua experiência política, sei que ele irá trabalhar um bom nome para o cargo.

    EM TEMPO – O senhor tem algum desafeto político?

    CS – É difícil na vida pública você caminhar sempre na linha tênue. De onde você menos espera recebe ações que lhe deixam triste e até desencorajado em continuar a trajetória pública, mas são coisas da vida. Nem todos têm respeito e jogam limpo para ganhar espaço diante do seu adversário. Mas, não gosto de citar desafetos, já amadureci o bastante na política e vi inimigos públicos declarados dividirem o mesmo palanque no período de eleição. Não gosto de citar inimigos, mas tenho pessoas que me maltrararam bastante, que confundiram política com politicagem. Porém, eu não quero ter ódio no meu coração.