Fonte: OpenWeather

    Política


    MPE- AM investiga ‘rombo’ deixado por Amazonino

    O déficit de R$ 240 milhões da Prefeitura de Manaus herdados da gestão anterior pelo prefeito Arthur Neto (PSDB) está sendo alvo de investigação no Ministério Público do Estado (MPE). A iniciativa partiu da própria instituição, por meio da procuradora de Justiça, Jussara Pordeus.

    De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, a procuradora responsável pela denúncia tomou conhecimento das dívidas deixadas pela gestão do ex-prefeito Amazonino Mendes (PDT) por meio da imprensa e que já está levantando dados e documentos para a análise dos fatos.

    No último dia 6, durante a leitura da mensagem anual aos vereadores na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o prefeito Arthur Neto (PSDB) revelou que a prefeitura possui um déficit de R$ 240 milhões, a maioria de contas empenhadas. Entretanto, ele deixou claro que somente as contas legais serão pagas e adiantou que todos os contratos da administração municipal estão sendo revistos, analisados e auditados, de forma a separar as dívidas corretas das “incorretas”. Estas últimas, afirmou o tucano, somente serão pagas por meio de um “leilão inverso”, em que o credor terá que ir dando descontos em cima do que tem a receber até chegar a um consenso com a prefeitura.

    A reportagem tentou contato telefônico com a procuradora Jussara Pordeus, sem sucesso.

    Auditoria

    O resultado da análise de todos os contratos da prefeitura celebrados durante a gestão anterior deverá ser entregue até o final deste mês ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), segundo informou o secretário municipal de Finanças, Ulisses Tapajós.

    No dia 25 de janeiro, por meio do decreto 2.109, publicado no Diário Oficial do Município (DOM), o prefeito Arthur Neto criou uma comissão provisória para recebimento e análise de contas composta pelos secretários da Semef, Ulisses Tapajós e da Administração (Semad), Luiz Pinheiro, além dos subsecretários de Finanças, Marcelo Magaldi e de Administração, Ricardo Iwamoto.

    De acordo com Ulisses Tapajós, essa medida atende à resolução 21 do TCE, que determina a todos os gestores que, ao final de cada administração, entreguem ao tribunal um relatório geral do perfil da prefeitura. “Além de dispor ao tribunal os dados concretos sobre o real quadro das secretarias, a nova equipe de administração também tem direito a receber a documentação”, disse.

    O EM TEMPO também procurou ouvir o ex-prefeito Amazonino Mendes, por meio de sua assessoria, mas sem êxito.