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    Transferência


    Em carta, Lula recusa regime semiaberto e quer provar inocência

    “Não troco minha dignidade pela minha liberdade. Tudo que os procuradores devem fazer é pedir desculpa ao povo brasileiro, à minha família”, afirmou Lula, na carta

    (FILES) This file photo taken on August 29, 2015 shows Brazilian former president (2003-2011) Luiz Inacio Lula Da Silva participating in the 12th Congress of the Brazilian Workers Union (CUT) in Belo Horizonte, Brazil, on August 28, 2015. 
Brazil police search home on March 4, 2016 of ex-president Lula da Silva in corruption probe.  / AFP / DOUGLAS MAGNO
    (FILES) This file photo taken on August 29, 2015 shows Brazilian former president (2003-2011) Luiz Inacio Lula Da Silva participating in the 12th Congress of the Brazilian Workers Union (CUT) in Belo Horizonte, Brazil, on August 28, 2015. Brazil police search home on March 4, 2016 of ex-president Lula da Silva in corruption probe. / AFP / DOUGLAS MAGNO | Foto: DOUGLAS MAGNO

    Manaus - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recusou ontem (30) a transferência para o regime semiaberto no caso do tríplex do Guarujá. Por meio de carta lida por seu advogado, Cristiano Zanin Martins, o ex-presidente disse que não aceita "barganhas" impostas pelo Estado para deixar a cadeia, onde cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro.

    “Não troco minha dignidade pela minha liberdade. Tudo que os procuradores devem fazer é pedir desculpa ao povo brasileiro, à minha família”, afirmou Lula, na carta lida na frente da Superintendência da Polícia Federal do Paraná.

    Na manhã de ontem (30), a juíza Carolina Lebbos, responsável pelo processo de execução da pena do ex-presidente, pediu que a Polícia Federal encaminhe uma certidão da conduta carcerária do petista. O procedimento é necessário para que a magistrada decida se irá conceder a progressão de Lula para o regime semiaberto, como pedido pelo Ministério Público Federal na última sexta-feira.

    De acordo com o MPF, Lula cumpre os requisitos para receber o benefício "uma vez certificado o bom comportamento carcerário (...) requer o Ministério Público Federal que seja deferida a Luiz Inácio Lula da Silva a progressão ao regime semiaberto", escreveram os procuradores no documento.

    No regime semiaberto, o preso deixa a cadeia durante o dia para trabalhar e retorna à noite para dormir.

    No entanto, no Paraná, a Justiça permite uma modalidade específica que só é utilizada no estado e que é chamada de “semiaberto harmonizado". Com isso, o preso pode ficar em prisão domiciliar somente naquele estado, desde que monitorado por tornozeleira eletrônica. Esse é o caso de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, que progrediu de regime no mês passado.