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    Política


    Adail Filho (PP) diz que foi preso injustamente

    Prefeito de Coari se pronunciou por meio das redes sociais

    | Foto: Divulgação

    Manaus - O prefeito de Coari, Adail Filho (PP), divulgou um vídeo no Facebook e no Instagram nesta sexta-feira (4) em que afirma que foi "alvo de acusações graves e sem sentido". Filho foi preso durante a 

    Operação "Patrinus", deflagrada no dia 26 setembro  por suspeita de montar um esquema de corrupção que desviou, pelo menos, R$ 100 milhões.

    Durante seu pronunciamento nas redes sociais, Adail fala que "esse tipo de irresponsabilidade de divulgar notícias falsas de Coari é o terreno fértil para que aproveitadores tentem 'colar' qualquer tipo de acusação infundada de nosso município". 

    O prefeito também adianta que: "foi injusto e desnecessário me manter detido".

    A postagem foi feita cerca de 24 horas depois de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu um habeas corpus para Adail, que estava preso deste o dia 26 de setembro.

    No vídeo, o prefeito mostra também informações sobre o município de Coari, como valor de arrecadação e folha de pagamento de servidores. "A gente sabe que Coari é disputada. E neste meu breve pronunciamento, enquanto falo, quero que você também veja o quanto nossa cidade também é alvo de fake news. Se existe uma cidade abandonada definitivamente não é a nossa, porque aqui estamos trabalhando muito e trabalhando juntos", compartilha no Instagram.

    "Infelizmente quando é para atacar nossa cidade todo o espaço é dado, mas quando é para defender só disponibilizam duas linhas ou alguns segundos", compartilha no Facebook.

    Operação Patrinus

    O Ministério Público do Amazonas (MPE-AM) deflagrou no dia 26 de setembro a operação “Patrinus  em Manaus e Coari contra esquema de corrupção que desviou, pelo menos, R$ 100 milhões. Um dos alvos é o prefeito do município, Adail Filho e a irmã dele, a deputada mais votada do Amazonas, Mayara Pinheiro.

    Foram expedidos quatro mandados de prisão temporária e 70 Mandados de busca pessoal e de busca e apreensão, cumpridos em domicílios, órgãos públicos e em sedes de empresas, na cidade de Manaus e Coari ao mesmo tempo.

    Além de Adail Filho e Mayara Rocha, secretários municipais, vereadores, empresários são alvos da ação.

    A operação contou com a atuação de quatro promotores de justiça e mais de 160 policiais,  além de quatro técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU), e contou com a força policial cedida pela Delegacia-Geral da Polícia Civil do Estado do Amazonas.