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    Entrevista


    Em 2020 vou instalar subprefeituras nas Zonas Leste e Norte, diz Chico

    Ex-deputado estadual e vereador com quatro mandatos, Chico Preto (sem partido), concedeu entrevista exclusiva ao EM TEMPO

    Chico Preto em entrevista à WEB TV Portal | Foto: Leonardo Mota

    Manaus - Em tom de novo prefeito eleito de Manaus, para 2021, o ex-deputado estadual e vereador com quatro mandatos na Câmara Municipal de Manaus, Chico Preto (sem partido) afirma que, caso eleito, implantará, no mínimo seis subprefeituras em todas as zonas de Manaus. Para ele, tornou-se impossível administrar a cidade, apenas da sede, localizada no bairro Compensa, Zona Centro-Oeste.

    EM TEMPO – O senhor acredita que sua longa experiência no parlamento, lhe credencia como o melhor nome para a Prefeitura de Manaus?

    Chico Preto – Me sinto como o melhor mesmo. Estou emocionalmente amadurecido e intelectualmente e espiritualmente preparado para a função. Ainda estou sem partido, mas vou migrar para uma legenda em que eu comungue dos valores, que seja também uma sigla conservadora, porque eu defendo a família. Eu sou careta e não tenho problema algum em afirmar isso. Não vou fazer pose para agradar ninguém, porque sou verdadeiro.

    EM TEMPO – O novo painel da CMM, que custou R$ 600 mil já está funcionando perfeitamente?

    CP – Tem de haver o controle de presenças. O vereador deve estar lá de segunda a quarta-feira e eu ainda acho pouco, para uma cidade que tem tantos assuntos para serem definidos. Os parlamentares precisam se posicionar sobre muita coisa e tomar decisões para a melhoria de Manaus

    EM TEMPO – Como aconteceria essa implantação de subprefeituras em Manaus?

    CP – Eu desejo criar no mínimo seis subprefeituras, nas zonas Sul, Centro-Sul, Oeste e Centro-Oeste, sendo que na Norte e Leste, cabem até duas em cada uma delas. Vou ser sincero que não será possível implantar no primeiro ano de gestão, mas em 2022 Em 2020 vou instalar subprefeituras nas zonas Leste e Norte de Manaus. A criação dessa modalidade possibilitará que haja solução imediata entre a população e a prefeitura. Da sede, localizada no bairro Compensa não é possível administrar a cidade e isso garantir a divisão de poder.

    EM TEMPO – Qual as vantagens que o senhor elenca por ser um parlamentar que usa de todos os recursos das redes sociais?

    CP – Eu tenho a convicção de não basta só conversar coma as pessoas, é necessário trazê-las para perto do parlamento e as redes sociais têm essa função. Acredito que o avanço tecnolígico também é uma ferramenta que pode transformar a administração pública. Por exemplo, as pessoas que dependem da saúde pública podem ter a partir de seus números de celular, o resultado de exames e monitorar cadastros. Acredito que a tecnologia é o caminho porque facilita a nossa vida e isso é favorável, porque ainda uma parte da população ainda vai para as filas para buscarem atendimentos. Isso fará com que Manaus se torne uma Manaus inteligente. 

    EM TEMPO – Como defensor da total transparência de gastos público, como observa a falta de divulgação de dados por prefeituras do interior do Estado?

    CP- Um Estado do tamanho do Amazonas não dá para gerir educação e divulgar informações de segurança se não for por meio da internet. Mas no perguntamos como foi feito isso até agora? Pagando preço de ouro. Tem prefeito no interior do Estado, tem que mandar todo mês o Auditor de Contabilidade Público (ACP) para dizer como gastou o mês, mas  quando falta de internet , eles tem que usar um avião para se deslocar até Manaus e ainda há um outro problema, além de um frete desse custar R$ 25 mil, tem cidades do interior que não tem linha de avião e mesmo assim, o gestor precisa vir até o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), para entregar seus dados e não ter as contas julgadas como improcedentes.  

    EM TEMPO – Houve rusgas com o atual presidente do PMN, Marcelo Amil, primeiro a se autodeclarar pré-candidato a prefeitura de Manaus?

    CP – A gente entendeu que o PMN tomou a ideologia da forma como enxerga o Brasil e eu escolhi um outro caminho. Tenho muitos amigos no PSL, mas pretendo encontrar uma legenda de Centro. Sou conservador nos costume, apoio o presidente da República Jair Bolsonaro, mas discordo de algumas opiniões. Acredito que ele freará quaisquer ameaças vindo do ministro da Economia Paulo Guedes, em relação à Zona Franca de Manaus. Bolsonaro tem o compromisso com a nação e entende que este modelo econômico do Estado é o que mais preserva o meio ambiente. Se o ser humano não tem tem atividade remunerada, ele vai explorar aquilo que dá dinheiro para ele. Muitos falam dos prejuízos de R$ 30 milhões por conta do incentivos fiscais daqui, mas há outras plataformas econômicas em todos o Brasil, que também ajudam na balança comercial.

    EM TEMPO – No seu entendimento, existe um novo modelo econômico para ser seguido por Manaus?

    CP – Manaus precisa investir fortemente na consolidação de um polo digital. Temos um complexo industrial que fabrica vários aparelhos eletrônicos, mas não as inteligências dessas máquinas. Temos muitas estudantes que são feras em programação. Podemos usar a conhecimentos deles para consolidar este tipo de polo, para atrair este tipo de mercado. O mundo precisa de novos programas, aplicativos e revolução feita pela industrias 4.0. Além disso, a indústria aliada ao Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) poderá ainda formalizar a bio-industria. Outra forma de expandirmos a economia é fortalecendo o turismo, que vive de poucas políticas públicas para o setor.