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    Negócios


    Bolsonaro anuncia isenção de visto para chineses

    A medida segue o que já foi planejado para Estados Unidos, Japão, Austrália e Canadá

    A princípio, não haverá reciprocidade para a medida | Foto: José Dias/Presidência da República

    Pequim - O presidente Jair Bolsonaro anunciou a empresários nesta quinta-feira (24), que vai isentar chineses de visto para a entrada no Brasil. O foco, explicou, será estimular viagens de turismo ou negócios. A medida segue o que já foi planejado para Estados Unidos, Japão, Austrália e Canadá.

    "Anunciamos há pouco que vamos, o mais rápido possível, seguindo a legislação, isentar o turista chinês de visto para adentrar ao Brasil", disse Bolsonaro.

    A princípio, não haverá reciprocidade para a medida. Segundo o presidente, o próximo país beneficiado deve ser a Índia.

    "Vamos ver os passos... Seria uma medida grande, dada a demanda que certamente vai gerar. Vamos ver os passos que seriam necessários", ponderou o chanceler Ernesto Araújo. A China é o país mais populoso do mundo, com quase 1,4 bilhão de habitantes.

    A medida foi anunciada a um grupo de cerca de 20 presidentes de empresas chinesas de setores como infraestrutura, logística, agronegócio e comércio digital. Entre os participantes estava Wang MingQiang, CEO do Alibaba. O encontro foi organizado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Depois, foi oferecido um jantar a empresários brasileiros na China.

    Nos encontros, Bolsonaro também falou sobre a aprovação da Reforma da Previdência e defendeu que o avanço da proposta deixa o País mais seguro para o investimentos. O presidente disse, ainda, que o Brasil "mudou" e está aberto para negociar com o mundo todo.

    O presidente da Embratur, Gilson Machado, que acompanha a viagem presidencial pela Ásia, afirma que a isenção de vistos para chineses faz parte de um plano ambicioso do governo Bolsonaro. "É inadmissível que a China emita 149 milhões de turistas por ano e, infelizmente, o nosso quinhão seja de apenas 60 mil, apesar da grande comunidade chinesa que nós temos. Isso é vergonhoso", disse.