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    Voos cancelados


    Aleam cobra explicações da MAP sobre apagão aéreo no Amazonas

    A Cessão de Tempo com a presença de representantes da MAP deve cobrar explicações sobre os cancelamentos de voos no interior do Estado

    A companhia alega que a interrupção dos voos se deu por restrições na infraestrutura aeroportuária
    A companhia alega que a interrupção dos voos se deu por restrições na infraestrutura aeroportuária | Foto: Divulgação MAP

    Manaus - A suspensão de voos da MAP linhas áreas em alguns aeródromos do interior do Amazonas e do Pará, em outubro, provocou reclamações de passageiros e virou alvo de denúncias da Comissão de Transporte, Trânsito e Mobilidade (CTTM) da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

    A comissão deve se reunir nesta quinta-feira (28), para uma Cessão de Tempo, com a presença de representantes da MAP, a fim de cobrar explicações sobre os cancelamentos de voos.

    No dia 20 de outubro, a MAP cancelou operações nos aeroportos amazonenses de Eirunepé, Coari e Tefé bem como na cidade de Porto Trombetas, localizada no Pará. A companhia alega que a interrupção dos voos se deu por restrições na infraestrutura aeroportuária.

    Para providências contra a medida adotada pela MAP, os deputados estaduais Saullo Vianna e Joana Darc, o senador Omar Aziz, o deputado federal Sidney Leite e a presidente da Amazonastur, Rosilene Medeiros, se reuniram na sede da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em Brasília.

    “No dia 15 de outubro, a MAP emitiu comunicado informando o fim dos voos nesses municípios, sob a desculpa de que os aeroportos apresentavam problemas. A Infraero negou e disse que todos os aeroportos citados atendiam às normas exigidas pela Anac, ou seja, a empresa agiu de forma irresponsável, trazendo inúmeros prejuízos para os clientes e para a economia do Amazonas”, pontuou Vianna.

    A MAP, segundo informações relatadas durante a reunião, apresentou uma concessão de voos intermunicipais no Estado de São Paulo, que só seria possível graças à função com a empresa Passaredo. Com essa medida, grande parte da frota que atendia os voos do interior do Amazonas foi remanejada.

    “Levamos as reclamações que têm se intensificado diante dos constantes cancelamentos e atrasos de voos para o interior do Amazonas. Além de causar prejuízos para os clientes que moram no Amazonas, a empresa também traz prejuízos para a economia do Estado quando deixa de oferecer voos para municípios com potencial turístico”, apontou Saullo.

    Intervenções

    A pressão dos parlamentares levou a MAP/Passaredo a voltar a operar no município de Parintins. A iniciativa, segundo o presidente da CTTM, deputado Roberto Cidade, é apenas o início das discussões na Casa. A Cessão de Tempo marcada para amanhã (28), às 10 horas, no plenário Ruy Araújo, deve marcar a sabatina dos deputados aos representantes da companhia aérea.

    Para o deputado Roberto Cidade, é imprescindível essa explicação, uma vez que a empresa é a principal atuante no segmento, e a decisão trará transtornos e prejuízos à população. “Recebemos vários questionamentos da população e um pedido de socorro, uma vez que o cancelamento dos voos afeta vários municípios, que ficarão no isolamento e sem alternativas. Tem cidades que, para você chegar de barco, leva cerca de sete dias ou mais. Vamos correr atrás de uma alternativa”, pontuou.

    Retorno

    A MAP, por meio da assessoria de imprensa, apontou como os principais motivos para a suspenção das operações no Amazonas a não compatibilidade das aeronaves com as pistas de pouso, falta de informação meteorológica e problemas relacionados com o trânsito de pessoas e animais nas pistas de pouso e decolagem.

    Sobre a retomada dos voos, a empresa declara: “Para mitigar o problema da suspensão das operações aéreas, que acontece desde o dia 14 de novembro, a MAP deslocou para Manaus, no dia 22 de novembro, uma aeronave ATR 72-500 da empresa Passaredo Linhas Aéreas, que já assumiu a operação dos voos da MAP, até que sua frota operacional seja recomposta”.

    Ainda segundo a nota, a MAP informa que todos os passageiros prejudicados pela suspensão dos voos estão sendo tratados nos termos das resoluções da ANAC. A empresa também declara que está realizando esforços para incluir duas novas aeronaves à sua frota.

    "Infelizmente, a substituição da frota da MAP não ocorreu no tempo estimado pela gestão da empresa, mas muito em breve, todas as operações da MAP no Norte do Brasil estarão regularizadas. A MAP acredita que já na próxima semana possa retomar a regularidade das operações de Manaus e Belém, operando com as suas aeronaves ATR 42-320 e ATR 72-200 e retomando todas as operações programadas que foram suspensas desde o dia 14 de novembro".