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    Posicionamento


    Eduardo Braga defende redução da tarifa de energia elétrica

    Parlamentar amazonense defende uma política de desenvolvimento para o setor elétrico com bases em investimentos e redução na tarifa de energia

    | Foto: Divulgação

    Amazonas - O senador Eduardo Braga (MDB/AM) disse, nesta quarta-feira (05/02), durante entrevista a rádio Senado, que é contra a privatização da Eletrobras nos moldes que o governo federal está propondo ao Congresso Nacional e se posicionou favorável a construção de um projeto que aponte caminhos para uma política de desenvolvimento do setor elétrico, tendo como base investimentos e a redução da tarifa de energia elétrica.

    Ex-ministro de Minas e Energia, o parlamentar se posicionou favorável à privatização desde que a venda da estatal para o setor privado não represente mais prejuízos ao consumidor brasileiro. “Sou contra dar de graça a Eletrobras ao setor privado e o consumidor não ter, através da modicidade tarifária, redução real de tarifa. Ao contrário: que elevem a tarifa aumentando o lucro de empresas em detrimento de uma política de desenvolvimento no país”, disse.

    Eduardo Braga disse, também, que é favorável à privatização da estatal desde que a modelagem possa ter Golden Sheres (participação do governo federal em ações ouro ou poder de veto), modicidade tarifária e regras transparentes em relação aos trabalhadores assalariados. Ele defende, ainda, uma política que aponte investimentos no setor elétrico com a melhoria dos serviços prestados e a redução real da tarifa de energia elétrica ao consumidor brasileiro. 

    Durante a entrevista, o senador amazonense – que é líder do MDB no Senado – também disse que o governo federal terá dificuldades de colocar “de pé” a Reforma Tributária proposta ao Congresso Nacional. “Se a União não tiver uma proposta para mitigar possíveis perdas e assegurar aos brasileiros que não haverá aumento na carga tributária, é muito difícil que se consiga caminhar uma proposta, principalmente nessa época de eleição”, avaliou Eduardo Braga.

    Sobre a Reforma Administrativa, que o governo federal apresentou três propostas para contensão de gastos públicos, o senador do MDB disse que redução de gastos não é apenas “achatamento salarial”. “Esse conceito precisa ser amplamente debatido. O pagamento de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir ao exterior, por exemplo, é gasto público. Portanto, precisamos ter maior controle e melhor qualidade sobre os gastos”, observou Eduardo.

    Segundo Braga, o Brasil precisa definir o tamanho real do Estado brasileiro – União, Estados e municípios – para ter uma base da reforma. “A reforma administrativa é muito ampla, importante e necessária para o país”, salientou. Sobre a autonomia do Banco Central, outro assunto em pauta no Senado, o senador defendendo que o BC tenha um compromisso de metas de inflação, crescimento econômico e de emprego.

    ─ Não dá para dar mandato para o Banco Central que ele não tenha meta. Caso contrário vamos ter zero de inflação, 50% dos brasileiros desempregados, os lucros dos bancos vão ser cada vez maior e a renda per capta da população cada vez menor -, observou o senador Eduardo Braga.