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    Zona Franca de Manaus


    'Injustiça é culpar a ZFM pelo déficit fiscal do Brasil', diz Ramos

    O deputado federal Marcelo Ramos expôs seus posicionamentos sobre a Zona Franca e detalhes sobre sua atuação na Câmara Federal

    O programa completo será exibido no próximo domingo (23), na TV aberta, diretamente dos estúdios do SBT em Brasília. Além da transmissão nacional, a atração também entrará nas plataformas digitais do SBT Online e no jornal digital Poder360 simultaneamente.
    O programa completo será exibido no próximo domingo (23), na TV aberta, diretamente dos estúdios do SBT em Brasília. Além da transmissão nacional, a atração também entrará nas plataformas digitais do SBT Online e no jornal digital Poder360 simultaneamente. | Foto: Sérgio Lima - SBT

    Manaus – Durante entrevista exclusiva para o programa “Poder em Foco” do SBT, que irá ao ar no próximo domingo (23), o deputado federal do Amazonas, Marcelo Ramos (PL) descreveu a rotina e os bastidores do poder. Durante o programa, com apresentação de Fernando Rodrigues, o parlamentar discorreu sobre assuntos como a reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (MDB); “mensalão” do Partido Liberal e Zona Franca de Manaus (ZFM). O programa completo será na TV aberta, diretamente dos estúdios do SBT em Brasília. Além da transmissão nacional, a atração também entrará nas plataformas digitais do SBT Online e no jornal digital Poder360, simultaneamente.

    Uma das perguntas direcionadas à Marcelo, faz referência a reeleição de Rodrigo Maia (MDB), à presidência da câmara federal. A manobra para reelegê-lo, seria criar uma nova Proposta à Ementa da Constituição (PEC) direcionada ao Senado, onde atualmente a Constituição travaria a ação dos seus aliados. “Nós não podemos levar o parlamento brasileiro para o achincalhe, que se fale em apresentar uma PEC e mudar a Constituição, é um debate republicano, legítimo que se faça. Agora, mudar a interpretação do que está muito claro na Constituição, aí seria levar o parlamento ao achincalhe e eu tenho certeza que ninguém tem interesse nisso nesse momento da história do país. A sucessão do presidente Rodrigo Maia não pode ser esticada ao ponto de implodir esse grupo (Centrão) que dá estabilidade para a Câmara”, explicou Ramos.

    Sobre uma possível candidatura à presidência da Câmara, Marcelo afirmou não ter pressa. “Para tudo na vida existe uma fila e tem gente que está lá a mais tempo do que eu. Então é preciso ver a grandeza de todos, saber a hora de avançar, a hora de recuar, acima de tudo colocar a responsabilidade com o país acima das vaidades pessoais”, comentou Marcelo.

    A história do Partido Liberal (PL), também foi mencionada e o parlamentar justificou as mudanças que a sigla tem feito para se desassociar do “mensalão", ao ser questionado sobre a permanência do deputado Valdemar, envolvido no caso. “Eu sou um deputado de primeiro mandato, lá do estado do Amazonas. Eu sou o primeiro vice-líder do meu partido e indicado a presidir as duas comissões mais importantes, sou um cara de 46 anos, não tinha convivência nenhuma com a direção do partido, isso simboliza mudança, um desejo do partido de oxigenar, de projetar novas lideranças. O Valdemar é daqueles que aprenderam com todo aquele processo (mensalão). O Valdemar se recolheu, hoje tem uma vida muito discreta e esse é o papel dele. A gente tem discutido na bancada com independência”, ponderou o parlamentar.

    Zona Franca

     O jornalista do SBT também questionou os subsídios recebidos pela ZFM, que atingem quase R$ 20 bilhões por ano e perguntou se a atual política de incentivos fiscais seria a ideal para a região, já que causaria déficit fiscal. Marcelo defendeu o modelo e ressaltou que a comparação de perdas no Brasil não pode ser atribuída em sua totalidade à região. “É uma injustiça você querer colocar a conta do déficit fiscal do Brasil na Zona Franca de Manaus. A Zona Franca de Manaus já significou 15% de toda a renúncia fiscal do país. Hoje significa 8%, está em decréscimo”, defendeu Ramos.

    Alternativas ao modelo econômico industrial, como a bioeconomia e o turismo também entraram em pauta. O deputado federal apontou as soluções que acredita serem ideais à realidade amazônica.

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    “Eu colocaria o turismo sustentável no terceiro item. Eu colocaria no primeiro item, uma nova indústria, a indústria da biotecnologia. Só que isso não se faz num passe de mágica. Ah...a floresta é muita rica! A floresta não tem riqueza nenhuma porque não tem nada que eu tire de lá e coloque na prateleira para vender. Tem que fazer pesquisa aplicada para transformar o que tem lá em produto para a prateleira de supermercado, pra prateleira da loja de cosmético, pra prateleira da drogaria. Então precisa de investimento de pesquisa para o desenvolvimento da bioindústria. E o segundo item que eu colocaria antes do turismo sustentável é algo que está avançando lá por conta dos recursos de pesquisa e desenvolvimento da lei de informática que é a indústria de software. A indústria de software, ela é alocacional. Ela não importa se o Amazonas é longe, ela não precisa de porto e aeroporto”, prosseguiu o entrevistado. "

    Marcelo Ramos, Deputado Federal do Amazonas

    Institutos de Pesquisa
    “O Sidia, que é um desses institutos de pesquisa, transferiu da Índia para Manaus a produção de todos os softwares dos celulares de sistema operacional Android do mundo, tá lá em Manaus. Então se nós tivermos investimentos em pesquisas aplicadas na área de Biotecnologia, utilizarmos os recursos de P&D para uma indústria robusta de software, até porque hardware é um negócio que vai acabar, nós vamos dar sustentabilidade à Zona Franca de Manaus e ela passará a ser menos dependente de incentivos fiscais”, finalizou Marcelo Ramos.