Redução


Eduardo Braga comemora queda da taxa de juros do cheque especial

Desde início do ano passado, o parlamentar amazonense defende a redução da taxa de juros junto ao Banco Central

Para Braga, o foco agora tem que ser a redução das taxas extorsivas do rotativo do cartão de crédito | Foto: Divulgação

Manaus - O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga comemorou, nesta sexta-feira (28), a queda da taxa de juros do cheque especial de 247,5% em dezembro para 165,6% no mês de janeiro deste ano, anunciada pelo Banco Central (BC) nesta semana, e defendeu a ampliação da oferta de crédito bancário para aquecer a economia do Brasil. O parlamentar disse que o foco agora é a redução das taxas extorsivas do rotativo do cartão de crédito.

De acordo com Braga, a redução da taxa de juros do cheque especial de quase 50% ao ano é um avanço muito importante para a economia do País. "Estamos conseguindo uma redução de aproximadamente 50% do que se cobrava. Mas ainda é muita alta. Não podemos esquecer que esse cheque especial é um crédito utilizado muitas vezes para compra emergencial, seja de uma lata de leite, de um remédio, de um exame ou de uma consulta médica, portanto um crédito que socorre as pessoas num momento de grande agonia ou de grande sufoco", disse.

Desde o início do ano passado, o senador Eduardo Braga tem sido um dos defensores, seja no plenário do Senado ou na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), da redução dos juros cobrados pelos bancos públicos e privados. O parlamentar considera um absurdo que o Brasil permita cobrar mais de 300% de taxa de juros do cheque especial, por exemplo, ao ano. "É importante que nós possamos comemorar essa vitória de uma redução de mais de 50%", destacou o líder do MDB.

Para Braga, o foco agora tem que ser a redução das taxas extorsivas do rotativo do cartão de crédito. "São os consumidores - especialmente os de menor poder aquisitivo - que bancam os lucros bilionários dos bancos. A saída é apostar em medidas que estimulem a concorrência no mercado de crédito", destacou.

Compulsórios

Semana passada, antes do Carnaval, o senador amazonense também comemorou a decisão do Banco Central de alterar as regras dos chamados depósitos compulsórios, reduzindo em média 8,5% pontos percentuais a parcela do dinheiro depositada pelos correntistas que os bancos precisam manter no BC para garantir a estabilidade financeira e ajuda no combate à inflação. A redução dos compulsórios é uma bandeira antiga de Eduardo Braga, que levou a proposta pessoalmente ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Para o parlamentar, a medida é vital para a economia do Brasil e vai garantir maior oferta de crédito aos brasileiros. "Não existe crescimento sem consumo e não existe consumo sem crédito", pondera o senador. Braga disse, ainda, que o BC precisa avançar ainda mais na adoção de medidas que estimule a concorrência no mercado financeiro, hoje dominado por um cartel. "Se não houver, de fato, uma competição saudável no sistema financeiro, os consumidores continuarão penalizados com taxas abusivas", observou Eduardo Braga.

*Com informações da assessoria