CPI das fake news


Facebook confirma que Eduardo Bolsonaro está ligado a ataques virtuais

O deputado Alexandre Frota (PSDB) tornou público o conteúdo de documentos sigilosos que foram enviados à CPMI pelo Facebook

Segundo dados fornecidos pela rede social, o perfil remete ao computador de Eduardo Guimarães, assessor parlamentar de Eduardo Bolsonaro. | Foto: Michel Jesus - Câmara

Manaus - O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) informou nesta quarta-feira (4), em reunião da CPMI das Fake News, que a comissão recebeu confirmação de que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) tem ligação com ataques virtuais contra parlamentares e ex-ministros críticos ao governo.

Frota tornou público o conteúdo de documentos sigilosos que foram enviados à CPMI pelo Facebook, em resposta a requerimento do deputado Túlio Gadêlha (PDT-PE), sobre a titularidade do perfil de Instagram “Bolsofeios”.

Segundo dados fornecidos pela rede social, o perfil remete ao computador de Eduardo Guimarães, assessor parlamentar de Bolsonaro. “Essa conta é operada de dentro da Câmara dos Deputados. Não é o Frota que está falando. Não estou perseguindo. Está comprovado”, declarou o deputado.

O perfil “Bolsofeios” foi citado por Frota e pela deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), em seus depoimentos à CPI, como um dos que participam da coordenação e da execução de ataques nas redes sociais contra desafetos do governo.

Segundo dados fornecidos pela rede social, o perfil remete ao computador de Eduardo Guimarães, assessor parlamentar de Bolsonaro.
Segundo dados fornecidos pela rede social, o perfil remete ao computador de Eduardo Guimarães, assessor parlamentar de Bolsonaro. | Foto: Divulgação Agência Senado

Eduardo Bolsonaro, que já foi membro da CPMI, sempre afirmou desconhecer a participação de seus assessores nesses perfis, que ele afirma serem de apoiadores espontâneos.

Frota afirmou que o colega é “promíscuo” e “mente covardemente” à comissão. “Eu quero saber qual vai ser a desculpa. O Eduardo vai ligar para o papai e pedir para o Facebook desmentir? Para a Justiça dizer que foi engano? ”, questionou.

*Com informações da Agência Senado