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    CONTRA O CORONAVÍRUS


    David Almeida divulga carta aberta do partido Avante contra a Covid-19

    Presidente do Avante, David Almeida pede na carta reforço às medidas de isolamento social e aceleração nas ações econômicas

    A carga viral no Estado, segundo especialistas, já é superior à da China | Foto: Divulgação

    Manaus - O presidente do diretório estadual do partido Avante Amazonas, ex-governador David Almeida, nesta quarta-feira (8), publica carta aberta aos amazonenses contra o avanço da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no estado do Amazonas. Na carta, ele fala da preocupação com a aceleração dos casos confirmados, pede reforço da sociedade quanto às medidas de isolamento social e aceleração nas medidas econômicas favoráveis aos trabalhadores formais e informais, bem como aos empresários da indústria, comércio e serviços afetados diretamente pela crise.

    Na carta, David disse que é inegável que o mundo vive hoje uma guerra contra uma pandemia já fez milhares de vítimas por vários países e que avança também pelo Amazonas. “É público e notório que o novo coronavírus (Covid-19) já chegou a muitas das nossas cidades amazonenses, e os números de casos confirmados de contaminação só aumentam”, disse.

    O político observou que, proporcionalmente, a carga viral no Estado, segundo especialistas, já é superior à da China. “Não há surpresa quando se é noticiado um salto assustador superior a 320% na curva de casos de contaminação da Covid-19, confirmados entre amazonenses da capital e do interior, no período de pouco mais de um uma semana, a contar do dia 30 de março (151 casos) ao dia 7 de abril, quando o Amazonas alcançou 636 casos confirmados”, citou. Horas depois de divulgar a carta, os casos confirmados no Amazonas chegaram a 804, com mais 122 pacientes internados com suspeita da doença.

    Aceleração descontrolada

    Para David, a maior preocupação é o nível de aceleração da contaminação que, em 27 dias, desde o dia 13 de março, até esta quarta-feira (8), quando já se aponta a saída do status da transmissão comunitária, para o de aceleração descontrolada, em caso de falta de política de distanciamento social por parte das autoridades públicas e, principalmente, de consciência por parte da população sobre a necessidade do distanciamento social.

    David apontou que hoje, de um lado, o Ministério da Saúde brasileiro tem reforçado a necessidade do isolamento social e, agora, o uso de máscaras, até mesmo de produção artesanal, e no Amazonas, comentou sobre as iniciativas dos governos municipais e do estadual, que proíbem a abertura do comércio não essencial, para evitar aglomerações; bem como o transporte fluvial e rodoviário de passageiros.

    “Contudo, mesmo diante dos alertas que começaram desde os primeiros casos confirmados, os números continuaram avançando e já apontam o colapso do sistema público e particular de saúde. É necessário reafirmar ainda que não há no Estado um volume de Unidades de Terapia Intensivas (UTIs) suficientes na capital, muito menos no interior, para enfrentar uma pandemia como essa, que ameaça, principalmente, os idosos e portadores de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, asma e câncer”, apontou David Almeida

    Empresas e trabalhadores

    O presidente do Avante Amazonas apontou ainda na carta a necessidade de manter os empregos e renda aos trabalhadores formais e informais, bem como a manutenção dos empresários da indústria, comércio e serviços. “É mais que urgente que os governos façam uso das suas reservas como investimento na sobrevivência do nosso país e do nosso Estado e efetuem as transferências das rendas emergenciais aos públicos mais vulneráveis, bem como dar as garantias jurídicas para que as empresas possam manter os seus CNPJs e quando tudo isso passar, elas possam voltar a produzir as riquezas”, disse.


    Leia a Carta na Íntegra


    CARTA ABERTA AOS AMAZONENSES SOBRE OS RISCOS DA PANDEMIA DA COVID-19


    Povo do Amazonas, nós estamos acompanhado diariamente os números das autoridades de saúde internacionais e nacionais. É inegável que estamos vivendo uma guerra contra uma pandemia que avançou pelo mundo e já fez milhares de vítimas. É público e notório que o novo coronavírus (Covid-19) já chegou a muitas das nossas cidades amazonenses, e os números de casos confirmados de contaminação só aumentam.

    A carga viral no nosso Estado, conforme dados dos cientistas, já é superior à da China, proporcionalmente falando. Deste modo, não há surpresa quando se é noticiado um salto assustador superior a 320% na curva de casos de contaminação da Covid-19, confirmados entre amazonenses da capital e do interior, no período de pouco mais de um uma semana, a contar do dia 30 de março (151 casos) ao dia 7 de abril, quando o Amazonas alcançou 636 casos confirmados - fora aqueles que não conseguiram e talvez nunca tenham acesso ao exame para saber se foi acometido pelo novo coronavírus.

    É preocupante saber que, em 27 dias, saímos do primeiro caso em Manaus, no dia 13 de março, para mais de 600 confirmações, no dia 7 de abril, dentro do período apontado pelos especialistas como o início do período mais crítico, quando sairíamos do status da transmissão comunitária, para um estado de aceleração descontrolada, em caso de falta de política de distanciamento social por parte das autoridades públicas e, principalmente, de consciência por parte da população sobre a necessidade do distanciamento social.

    De um lado, o Ministério da Saúde brasileiro tem reforçado à nação a necessidade de fazer o isolamento social e, agora, o uso de máscaras, até mesmo de produção artesanal, em caso de última necessidade de sair de casa. No Amazonas, há muitas iniciativas dos governos municipais e do estadual, como os decretos de calamidade pública, que proíbem a abertura dos comércios não essenciais, para evitar aglomerações; bem como o transporte fluvial e rodoviário de passageiros, que busca impedir a importação e exportação do vírus nas cidades do interior amazonense.

    Contudo, mesmo diante dos alertas que começaram desde os primeiros casos confirmados, os números continuaram avançando e já apontam o colapso do sistema público e particular de saúde. É necessário reafirmar ainda que não há no Estado um volume de Unidades de Terapia Intensivas (UTIs) suficientes na capital, muito menos no interior, para enfrentar uma pandemia como essa, que ameaça, principalmente, os idosos e portadores de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, asma e câncer.

    São pessoas que amamos e que ainda lutam pelas suas vidas, mas podem ter os seus dias reduzidos, se acometidos pelo novo coronavírus. Mas as vítimas no país não são apenas as pessoas portadoras de doenças crônicas. A Covid-19 já fez vítima, inclusive, um adolescente de 15 anos no estado de Pernambuco.

    A necessidade de manter os empregos e renda aos trabalhadores formais e informais é prioridade de primeira ordem, do mesmo modo, manter vivos os produtores de riquezas (indústria, comércio e serviços). Contudo é mais essencial ainda diminuir os riscos de contágio nos nossos lares. E é mais que necessário endurecer as políticas de isolamento social diante dos números oficiais que vemos hoje em Manaus e em muitos outros municípios do Amazonas.

    Portanto, hoje, é mais que urgente que os governos façam uso das suas reservas como investimento na sobrevivência do nosso país e do nosso Estado e efetuem as transferências das rendas emergenciais aos públicos mais vulneráveis, bem como dar as garantias jurídicas para que as empresas possam manter os seus CNPJs e quando tudo isso passar, elas possam voltar a produzir as riquezas que sustentam as receitas e voltem a gerar emprego e renda.

    É hora de todos nós, amazonenses e amigos de outros estados que escolheram o Amazonas para viver, de abrir os nossos olhos para os riscos mortais da Covid-19 e preferir a preservação da vida.


    David Almeida

    Presidente do

    Avante Amazonas


    *Com informações da assessoria