Fonte: OpenWeather

    Coronavírus


    Bolsonaro volta a defender cloroquina em novo pronunciamento

    Em pronunciamento na noite desta quarta-feira (08), o presidente da República Jair Bolsonaro voltou a defender o uso do medicamento hidroxicloroquina no tratamento da doença covid-19, provocada pelo novo coronavírus.

    | Foto: Divulgação

    BRASÍLIA (DF)- Em pronunciamento na noite desta quarta-feira (08), o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o uso do medicamento hidroxicloroquina no tratamento da doença covid-19, provocada pelo novo coronavírus. A hidroxicloroquina é um medicamento utilizado no Brasil desde os anos 1950. É indicada para o tratamento de várias doenças, como artrite reumatóide, lúpus e malária.

    A droga vem sendo usada de forma experimental em outros países, apesar de não existirem testes clínicos suficientes para garantir que ela seja eficaz ou segura no tratamento da covid-19.

    Os efeitos colaterais podem incluir arritmia cardíaca e possíveis danos à visão e à audição. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a droga deve ser usada com muito cuidado, pois pode ser letal em algumas circunstâncias.

    O pronunciamento de hoje também foi o primeiro no qual Bolsonaro começou sua fala prestando solidariedade às famílias das vítimas da doença. Nesta quarta-feira, o Brasil atingiu a marca de 800 mortos pela doença.

    Panelaços

    A fala do presidente da República foi acompanhada de "panelaços" em protesto contra o governo em algumas capitais brasileiras.

    Economia

    Bolsonaro falou por quase cinco minutos em rede nacional de rádio e TV. Além da cloroquina, o presidente voltou a frisar sua preocupação com a economia — ele teme os efeitos prejudiciais do fechamento do comércio e do distanciamento social imposto em vários Estados brasileiros.

    "Sempre afirmei que tínhamos dois problemas a resolver: o vírus e o desemprego. Que deveriam ser tratados simultaneamente. Respeito a autonomia dos governadores e prefeitos. Muitas medidas, de forma restritiva ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos. O governo federal não foi consultado sobre sua amplitude ou duração. Espero que, brevemente, saiamos juntos e mais fortes, para que possamos melhor desenvolver o nosso país", disse Bolsonaro.

    Bolsonaro também destacou que o governo começará amanhã os pagamentos de R$ 600 do auxílio emergencial a trabalhadores informais e desempregados.